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	<title>A Vida de Tiago A.</title>
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	<description>Just another WordPress weblog</description>
	<pubDate>Thu, 22 Jan 2009 02:38:05 +0000</pubDate>
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		<title></title>
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		<pubDate>Thu, 10 May 2007 10:18:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrator</dc:creator>
		
	<category>metalinguagem</category>
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		<description><![CDATA[	Estava t&atilde;o contente que tinha pensado em come&ccedil;ar com um monte de onomatopéias e só depois agradecer, mas desisti&nbsp;após dar uma olhada nos tipos de resultado para pesquisa no google&nbsp;por meio dos quais algumas pessoas t&ecirc;m chegado aqui: percebi que a maioria destes&nbsp;últimos visitantes estava mais interessada na vida de Marcola que n&#8217;A Vida de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p>Estava t&atilde;o contente que tinha pensado em come&ccedil;ar com um monte de onomatopéias e só depois agradecer, mas desisti&nbsp;após dar uma olhada nos tipos de resultado para pesquisa no google&nbsp;por meio dos quais algumas pessoas t&ecirc;m chegado aqui: percebi que a maioria destes&nbsp;últimos visitantes estava mais interessada na vida de Marcola que n&#8217;A Vida de Tiago A. Frustrado e um pouco menos contente, deixei de lado os iu-hu, iupi, &ecirc;ba. </p>
	<p>BTW, esta ferramenta que permite ao blogueiro saber de onde v&ecirc;m seus visitantes é só mais uma mostra do quanto o pessoal do blogsome é legal e faceiro. N&atilde;o estou escrevendo essa nota de agradecimento no vernáculo deles porque n&atilde;o sei de que país eles s&atilde;o e estou com muita pregui&ccedil;a de pesquisar, mas agrade&ccedil;o ao pessoal do blogsome, que me deu um blog legal, bonito e de gra&ccedil;a nesses últimos meses. Many thx&nbsp;4 U, C U l8er.</p>
	<p>Porque a parte de mim que v&ecirc; vantagens na vida em comunidade se envaideceu toda com o convite do pessoal do <a href="http://www.apostos.com/" target="_blank">apostos.com</a>, e porque a parte de mim que n&atilde;o v&ecirc; vantagens na vida em comunidade também n&atilde;o apresentou obje&ccedil;&otilde;es &#8212; até porque o <a href="http://www.apostos.com/" target="_blank">apostos</a> n&atilde;o é comunidade, é portal &#8212; rogo-vos: atualizai vossos blogrolls e&nbsp;assinai o novo feed do <a href="http://www.apostos.com/avidadetiago" target="_blank">www.apostos.com/avidadetiago</a>. Vejo voc&ecirc;s lá. Aquel&#8217;abra&ccedil;o.</p>
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		<pubDate>Mon, 16 Apr 2007 10:37:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrator</dc:creator>
		
	<category>metalinguagem</category>
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		<description><![CDATA[	(Ainda n&atilde;o é a volta, mas preciso expressar minha ira, e n&atilde;o há melhor lugar para isso do que um blog, n&atilde;o é verdade?) Gra&ccedil;as a voc&ecirc;s - integrantes americanos de minha gera&ccedil;&atilde;o&nbsp;- Grindhouse vai chegar aqui dividido em dois, e eu vou ter que pagar dois ingressos para assistir um filme cuja proposta revolucionária [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p align="justify">(Ainda n&atilde;o é a volta, mas preciso expressar minha ira, e n&atilde;o há melhor lugar para isso do que um blog, n&atilde;o é verdade?) Gra&ccedil;as a voc&ecirc;s - integrantes americanos de minha gera&ccedil;&atilde;o&nbsp;- <a href="http://film.guardian.co.uk/news/story/0,,2054409,00.html" target="_blank">Grindhouse vai chegar aqui dividido em dois</a>, e eu vou ter que pagar dois ingressos para assistir um filme cuja proposta revolucionária era trazer <strong>dois</strong> filmes geniais pelo pre&ccedil;o de um. Tudo isso porque, na primeira semana de exibi&ccedil;&atilde;o, a fuckin&#8217; popcorn audience imbecilmente&nbsp;saía do cinema depois da parte de&nbsp;Robert&nbsp;Rodriguez, pensando que o filme tinha acabado. N&atilde;o, eu n&atilde;o acho que seria diferente no Brasil. (Esse tipo de coisa refor&ccedil;a a parte de mim que n&atilde;o v&ecirc; vantagens na vida em comunidade. Volto a hibernar)</p>
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		<title></title>
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		<pubDate>Sat, 10 Mar 2007 11:28:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrator</dc:creator>
		
	<category>metalinguagem</category>
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		<description><![CDATA[	Vou passar uns dias sem postar. Abra&ccedil;os.

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			<content:encoded><![CDATA[	<p>Vou passar uns dias sem postar. <a href="http://www.youtube.com/watch?v=rtEg647Og-Q" target="_blank">Abra&ccedil;os</a>.
</p>
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		<title>casquilho</title>
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		<pubDate>Tue, 06 Mar 2007 01:34:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrator</dc:creator>
		
	<category>metalinguagem</category>
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		<description><![CDATA[	Já que se falou nos homens, deixa eu dizer que aqui tem um artigo de PHB sobre os divertidos tr&ecirc;s anos na companhia de &quot;Mason &amp; Dixon&quot; e que aqui tem um de JD em que ele conta como traduziu o título de &quot;The Catcher in the Rye&quot; e aproveita para ESCALDAR o tradutor portugu&ecirc;s.

]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p>Já que se falou nos homens, deixa eu dizer que <a href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&#038;pid=S0101-33002005000200015&#038;lng=en&#038;nrm=iso" target="_blank">aqui</a> tem um artigo de PHB sobre os divertidos tr&ecirc;s anos na companhia de &quot;Mason &amp; Dixon&quot; e que <a target="_blank" href="http://www.aetern.us/modules.php?name=News&#038;file=article&#038;sid=59">aqui</a> tem um de JD em que ele conta como traduziu o título de &quot;The Catcher in the Rye&quot; e aproveita para ESCALDAR o tradutor portugu&ecirc;s.
</p>
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		<title>cachorrada</title>
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		<pubDate>Sat, 03 Mar 2007 00:49:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrator</dc:creator>
		
	<category>metalinguagem</category>
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		<description><![CDATA[	N&atilde;o sei se Paulo Henriques Britto traduziu &quot;Reunion&quot; em &quot;O Mundo das Ma&ccedil;&atilde;s e Outros Contos&quot; (Cia. das Letras, 1987 - me dá já ganhei) e só por isso mas mesmo assim deixei meu cachorro fazer essa vers&atilde;ozinha pra me alegrar.
	&nbsp;
	Reuni&atilde;o
	de John Cheever&nbsp;
	A última vez que vi meu pai foi na Grand Central Station. Estava [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p><strike>N&atilde;o sei se</strike> <a target="_blank" href="http://www.phbritto.org/">Paulo Henriques Britto</a> traduziu &quot;Reunion&quot;<em> </em>em &quot;O Mundo das Ma&ccedil;&atilde;s e Outros Contos&quot; (Cia. das Letras, 1987 - <strike><a target="_blank" href="http://produto.mercadolivre.com.br/MLB-52135514-o-mundo-das-macas-e-outros-contos-john-cheever-_JM">me dá</a></strike> já ganhei) <strike>e só por isso</strike> mas mesmo assim deixei meu cachorro fazer essa vers&atilde;ozinha pra me alegrar.</p>
	<p>&nbsp;</p>
	<p class="MsoNormal"><strong>Reuni&atilde;o</strong></p>
	<p class="MsoNormal"><em>de John Cheever</em>&nbsp;</p>
	<p class="MsoNormal">A última vez que vi meu pai foi na Grand Central Station. Estava indo da casa de minha avó nas montanhas Adirondacks para<strong> </strong>uma casinha no Cabo que minha m&atilde;e tinha alugado, e escrevi para meu pai contando que estaria em Nova Iorque por uma hora e meia no intervalo entre um trem e outro, e perguntei se nós podíamos almo&ccedil;ar juntos. A secretária dele me escreveu para dizer que ele iria me encontrar no balc&atilde;o de informa&ccedil;&otilde;es ao meio-dia, e &agrave;s doze em ponto o vi saindo do meio da multid&atilde;o. Ele era um estranho para mim &ndash; minha m&atilde;e se divorciara dele há tr&ecirc;s anos, e eu n&atilde;o tinha me encontrado com ele desde ent&atilde;o &ndash; porém, t&atilde;o logo o vi, senti que era meu pai, minha carne e meu sangue, meu futuro e minha condena&ccedil;&atilde;o. Sabia que seria algo parecido com ele quando fosse adulto; teria de planejar minhas batalhas dentro de suas limita&ccedil;&otilde;es. Ele era um homem grande, de boa apar&ecirc;ncia, e eu estava extremamente feliz por v&ecirc;-lo de novo. Ele me deu um tapinha nas costas e apertou minha m&atilde;o. &quot;Olá, Charlie,&quot; disse. &quot;Olá, rapaz. Queria te levar no meu clube, mas ele fica ali pela rua 60, e se voc&ecirc; tem que pegar o trem cedo, acho que é melhor a gente ver algo pra comer aqui por perto.&quot; Ele passou o bra&ccedil;o em volta de mim, e eu senti o cheiro de meu pai da mesma maneira que minha m&atilde;e sente o perfume de uma rosa. Era uma rica combina&ccedil;&atilde;o de uísque, lo&ccedil;&atilde;o pós-barba, graxa de sapato, tecidos de l&atilde; e da posi&ccedil;&atilde;o que um homem maduro ocupa na sociedade. Desejava que alguém nos visse juntos. Tive vontade de que f&ocirc;ssemos fotografados. Queria algum registro de nosso encontro. </p>
	<p class="MsoNormal">Saímos da esta&ccedil;&atilde;o e subimos uma rua lateral rumo a um restaurante. Ainda era cedo, e o lugar estava vazio. O barman estava discutindo com o garoto responsável pelas entregas, e havia um gar&ccedil;om bem velho metido num casaco vermelho &agrave; porta da cozinha. Nós nos sentamos, e meu pai chamou o gar&ccedil;om em voz alta. &quot;<em>Kellner!</em>&quot; gritou. &quot;<em>Gar&ccedil;on! Cameriere! Voc&ecirc;!</em>&quot; Sua algazarra no restaurante vazio soava despropositada. &quot;Será que a gente pode ter um atendimentozinho aqui?&quot; gritou. &quot;Vapt-vupt?&quot; Aí, bateu palmas. Isso chamou a aten&ccedil;&atilde;o do gar&ccedil;om, e ele veio arrastando os pés até nossa mesa. &quot;Voc&ecirc; estava batendo palmas para me chamar?&quot; perguntou. &quot;Calma, calma, <em>sommelier,</em>&quot; disse meu pai. &quot;Se n&atilde;o for pedir muito &ndash; se n&atilde;o estiver muito além de sua obriga&ccedil;&atilde;o, a gente vai querer dois <em>Beefeater Gibsons</em>.&quot;</p>
	<p class="MsoNormal">&quot;N&atilde;o gosto que me chamem batendo palmas,&quot; disse o gar&ccedil;om.</p>
	<p class="MsoNormal">&quot;Devia ter trazido meu apito,&quot; disse meu pai. &quot;Tenho um apito que só é audível aos ouvidos de gar&ccedil;ons velhos. Agora, pegue seu bloquinho e seu lapisinho e veja se voc&ecirc; entende direito: dois <em>Beefeater Gibsons</em>. Repita comigo: dois <em>Beefeater Gibsons</em>.&quot;</p>
	<p class="MsoNormal">&quot;Acho que é melhor voc&ecirc;s irem para outro lugar,&quot; o gar&ccedil;om disse baixinho.</p>
	<p class="MsoNormal">&quot;Essa,&quot; disse meu pai, &quot;é uma das sugest&otilde;es mais brilhantes que já ouvi. Vamos, Charlie, vamos dar o fora daqui.&quot;</p>
	<p class="MsoNormal">Segui meu pai daquele restaurante para outro. Ele n&atilde;o foi t&atilde;o ruidoso dessa vez. Nossas bebidas vieram, e ele quis saber tudo sobre o campeonato de baseball. Ent&atilde;o bateu com a faca na beira do copo vazio e come&ccedil;ou a gritar de novo. &quot;<em>Gar&ccedil;on! Kellner! Cameriere! Voc&ecirc;!</em> Seria muito inc&ocirc;modo trazer mais dois iguais a esses?&quot;</p>
	<p class="MsoNormal">&quot;Qual a idade do garoto?&quot; o gar&ccedil;om perguntou.</p>
	<p class="MsoNormal">&quot;Isso,&quot; disse meu pai, &quot;n&atilde;o é de sua conta.&quot;</p>
	<p class="MsoNormal">&quot;Desculpe, senhor,&quot; disse o gar&ccedil;om, &quot;mas n&atilde;o vou servir outra bebida pro garoto.&quot;</p>
	<p class="MsoNormal">&quot;Bem, tenho umas novidades pra voc&ecirc;,&quot; disse meu pai. &quot;Tenho algumas novidades bem interessantes pra voc&ecirc;. Este n&atilde;o é o único restaurante em Nova Iorque. Abriram outro na esquina. Vamos, Charlie?&quot;</p>
	<p class="MsoNormal">Ele pagou a conta, e eu o segui daquele restaurante para outro. Aqui os gar&ccedil;ons vestiam jaquetas cor-de-rosa semelhantes aos trajes de ca&ccedil;adores de raposa, e havia um monte de acessórios de montaria nas paredes. Nos sentamos, e meu pai come&ccedil;ou a gritar de novo. &quot;Mestre dos perdigueiros!<em> </em>&#8216;Raposa &agrave; vista&#8217; e coisas desse tipo! A gente vai querer alguma coisinha parecida com aquele trago de boa sorte na ca&ccedil;ada. Nomeadamente, dois <em>Bibson Geefeaters</em>.&quot;</p>
	<p class="MsoNormal">&quot;Dois <em>Bibson Geefeaters</em>?&quot; o gar&ccedil;om perguntou, sorrindo.</p>
	<p class="MsoNormal">&quot;Voc&ecirc; sabe direitinho o que eu quero,&quot; disse meu pai, com irrita&ccedil;&atilde;o. &quot;Quero dois <em>Beefeater Gibsons</em>, e rápido. As coisas mudaram na boa e velha Inglaterra. É o que meu amigo duque me diz&#8230; Vamos ver o que a Inglaterra pode oferecer em matéria de coquetel.&quot;</p>
	<p class="MsoNormal">&quot;Aqui n&atilde;o é a Inglaterra,&quot; disse o gar&ccedil;om.</p>
	<p class="MsoNormal">&quot;N&atilde;o discuta comigo,&quot; disse meu pai. &quot;Fa&ccedil;a apenas o que lhe mandei.&quot;</p>
	<p class="MsoNormal">&quot;Só achei que voc&ecirc;s poderiam gostar de saber onde est&atilde;o,&quot; disse o gar&ccedil;om.</p>
	<p class="MsoNormal">&quot;Se existe uma coisa que n&atilde;o consigo tolerar,&quot; disse meu pai, &quot;é um criado bo&ccedil;al. Vamos, Charlie?&quot;</p>
	<p class="MsoNormal">O quarto lugar aonde fomos era italiano. &quot;<em>Buon giorno</em>,&quot; disse meu pai. &quot;<em>Per favore, possiamo avere due cocktail americani, forti, forti. Molto gin, poco vermut</em>.&quot;</p>
	<p class="MsoNormal">&quot;N&atilde;o falo italiano,&quot; disse o gar&ccedil;om.</p>
	<p class="MsoNormal">&quot;Ah, deixa de brincadeira,&quot; disse meu pai. &quot;Voc&ecirc; fala italiano sim, e sabe muito bem disso. <em>Vogliamo due cocktail americani. Subito.</em>&quot;</p>
	<p class="MsoNormal">O gar&ccedil;om nos deixou e falou com o gerente, que veio até nossa mesa e disse, &quot;Desculpe, senhor, mas esta mesa está reservada.&quot;</p>
	<p class="MsoNormal">&quot;Tudo bem,&quot; disse meu pai. &quot;Arrume outra pra gente.&quot;</p>
	<p class="MsoNormal">&quot;Todas as mesas est&atilde;o reservadas,&quot; disse o gerente.</p>
	<p class="MsoNormal">&quot;Entendi,&quot; disse meu pai. &quot;N&atilde;o querem&nbsp;nossa freguesia. É isso? Bem, v&atilde;o pro diabo. <em>Vada all&rsquo;inferno</em>. Vamos, Charlie.&quot;</p>
	<p class="MsoNormal">&quot;Tenho que pegar meu trem,&quot; eu disse.</p>
	<p class="MsoNormal">&quot;Desculpe, meu filho,&quot; disse meu pai. &quot;Me desculpe.&quot; Passou o bra&ccedil;o em volta de mim e me apertou contra si. &quot;Eu levo voc&ecirc; na esta&ccedil;&atilde;o. Se pelo menos tivesse havido tempo de ir no meu clube.&quot;</p>
	<p class="MsoNormal">&quot;Está tudo bem, papai,&quot; disse eu.</p>
	<p class="MsoNormal">&quot;Vou comprar um jornal pra voc&ecirc;,&quot; ele disse. &quot;Vou comprar um jornal pra voc&ecirc; ler no trem.&quot;</p>
	<p class="MsoNormal">Ent&atilde;o ele foi até uma banca de jornal e disse, &quot;Meu bom senhor, o senhor poderia fazer a gentileza de me arranjar um desses seus benditos pasquins vespertinos de 10 centavos?&quot;</p>
	<p class="MsoNormal">O vendedor lhe deu as costas e ficou olhando a capa de uma revista. &quot;Isso é pedir demais, meu bom senhor?&quot; disse meu pai, &quot;É demais pedir pra que o senhor me venda um desses seus espécimens nojentos da imprensa marrom?&quot;</p>
	<p class="MsoNormal">&quot;Tenho que ir, pai,&quot; eu disse. &quot;É tarde.&quot;</p>
	<p class="MsoNormal">&quot;Agora espera só um segundo, meu filho,&quot; ele disse. &quot;Espera só um segundo. Quero tirar um sarro com a cara desse camarada.&quot;</p>
	<p>&quot;Adeus, papai,&quot; eu disse, e desci as escadas e peguei meu trem, e aquela foi a última vez que vi meu pai.</p>
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		<title>todo mundo dizendo olá</title>
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		<pubDate>Fri, 02 Mar 2007 02:41:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrator</dc:creator>
		
	<category>metalinguagem</category>
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		<description><![CDATA[	Em certos monastérios zen, é uma regra básica, se n&atilde;o a única disciplina rigidamente aplicada, que, quando um monge diz &quot;Olá!&quot; a outro monge, este último deve responder &quot;Olá!&quot; sem a menor hesita&ccedil;&atilde;o.
	Salinger, digo, Jorio Dauster in &quot;Carpinteiros, levantem bem alto a cumeeira&quot;
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			<content:encoded><![CDATA[	<blockquote><p><font color="#990000">Em certos monastérios zen, é uma regra básica, se n&atilde;o a única disciplina rigidamente aplicada, que, quando um monge diz &quot;Olá!&quot; a outro monge, este último deve responder &quot;Olá!&quot; sem a menor hesita&ccedil;&atilde;o.</font></p></blockquote>
	<p>Salinger, digo, Jorio Dauster <em>in</em> &quot;Carpinteiros, levantem bem alto a cumeeira&quot;</p>
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		<title>veja você como as coisas são</title>
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		<pubDate>Sat, 24 Feb 2007 04:59:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrator</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[	Já em casa, sentado ao computador, depois de uma jornada estafante no escritório, voc&ecirc; v&ecirc; a chegada do fim-de-semana como o bálsamo que há de recompensar todo esfor&ccedil;o, toda dor, e procura a pe&ccedil;a de fic&ccedil;&atilde;o que lhe fará companhia até que o sono venha e o abata. Seu primeiro impulso é tentar encontrar algo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p>Já em casa, sentado ao computador, depois de uma jornada estafante no escritório, voc&ecirc; v&ecirc; a chegada do fim-de-semana como o bálsamo que há de recompensar todo esfor&ccedil;o, toda dor, e procura a pe&ccedil;a de fic&ccedil;&atilde;o que lhe fará companhia até que o sono venha e o abata. Seu primeiro impulso é tentar encontrar algo no site da New Yorker, mas voc&ecirc; já leu aquela estória no fim-de-semana passado e a considerou apenas mediana. Isso é o bastante para que a nostalgia de um tempo que n&atilde;o é o seu lhe assalte, e voc&ecirc; mais uma vez deseja ter vivido a década de 50 só para ler algo realmente bom na New Yorker (um John Cheever, talvez). Logo em seguida, porém, voc&ecirc; se entristece ao lembrar que a internet n&atilde;o existia naquele tempo e que provavelmente voc&ecirc; teria que sair do escritório e se contentar com um José Lins do Rego; um pensamento que lhe causa calafrios, mas ao mesmo tempo lhe deixa um sorriso de triunfo porque, embora possam ter aviltado sua dignidade no escritório, voc&ecirc; ainda tem internet e por isso pode ser feliz. Será por causa dela que, tomado de &acirc;nimo, voc&ecirc; baterá &agrave; porta de uma universidade perdida na Holanda que - veja voc&ecirc; como as coisas s&atilde;o - lhe fez o favor de piratear <a href="http://fcc.feo.hvu.nl/~Engels/Briefcase/FOV1-00057C0F/FOV1-000AB5A0/FOV1-00057C12/FOV1-00067748/The+Country+Husband.doc?FCItemID=S00AD61C7" target="_blank">The Country Husband</a>, em formato .doc. Daí só será preciso mais um pouco de imagina&ccedil;&atilde;o para se ver lendo a estória na New Yorker da década de 50 &quot;[n]uma noite na qual reis em trajes dourados cavalgam elefantes pelas montanhas.&quot;&nbsp;</p>
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		<title>onde estive</title>
		<link>http://avidadetiago.blogsome.com/2007/02/23/onde-estive/</link>
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		<pubDate>Fri, 23 Feb 2007 04:23:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrator</dc:creator>
		
	<category>metalinguagem</category>
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		<description><![CDATA[	Dias de carnaval prestando o máximo de aten&ccedil;&atilde;o para me manter o mais longe possível dele, logo praia. Foi nela que, num desses dias, a inspira&ccedil;&atilde;o me veio, avassaladora e bela. Passei a escrever, na areia mesmo, um manifesto que come&ccedil;ava com a exorta&ccedil;&atilde;o &quot;Levantemo-nos, ó blogueiros esquisitinhos&quot;, mas, como no verso daquela can&ccedil;&atilde;o, a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p>Dias de carnaval prestando o máximo de aten&ccedil;&atilde;o para me manter o mais longe possível dele, logo praia. Foi nela que, num desses dias, a <a href="http://www.lib.ru/NABOKOW/Inspiration.txt" target="_blank">inspira&ccedil;&atilde;o</a> me veio, avassaladora e bela. Passei a escrever, na areia mesmo, um manifesto que come&ccedil;ava com a exorta&ccedil;&atilde;o &quot;Levantemo-nos, ó blogueiros esquisitinhos&quot;, mas, como no verso daquela can&ccedil;&atilde;o, a ondá do mara pagou. Pena, pois o manifesto ia propor uma meme que nos obrigasse a escrever posts com mais de cinco parágrafos, keeping our tongues out of our cheeks. Quem n&atilde;o conseguisse seria objeto da inf&acirc;mia e do desdém, com greve de comentaristas, retirada coletiva dos linques que apontam para seu blog, abrupto corte no suprimento de nescau, mutila&ccedil;&atilde;o de mamilos.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>alhures</title>
		<link>http://avidadetiago.blogsome.com/2007/02/14/alhures-2/</link>
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		<pubDate>Wed, 14 Feb 2007 13:23:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrator</dc:creator>
		
	<category>metalinguagem</category>
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		<description><![CDATA[	Depois que o Digestivo Cultural e o Todoprosa fizeram estas gentilezas, acho que fiquei com writer&#8217;s block e n&atilde;o consigo completar uma frase com mais de
	Que bom que achei uma entrevista antiga de Woody Allen com legendas em franc&ecirc;s. Em duas par-tes. E é óbvio que voc&ecirc; também riu bastante com ele entre-vistando o missionário [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p>Depois que o <a href="http://www.digestivocultural.com/blog/post.asp?codigo=1151" target="_blank">Digestivo Cultural</a> e o <a href="http://todoprosa.nominimo.com.br/?p=315" target="_blank">Todoprosa</a> fizeram estas gentilezas, acho que fiquei com writer&#8217;s block e n&atilde;o consigo completar uma frase com mais de</p>
	<p>Que bom que achei uma entrevista antiga de Woody Allen com legendas em franc&ecirc;s. Em duas <a href="http://www.youtube.com/watch?v=tJGYf0rzgMU" target="_blank">par</a>-<a href="http://www.youtube.com/watch?v=oKLIkLwz7Cw" target="_blank">tes</a>. E é óbvio que voc&ecirc; também riu bastante com ele <a href="http://www.youtube.com/watch?v=a6iAaxOAHCM" target="_blank">entre</a>-<a href="http://www.youtube.com/watch?v=r1qQPPg0b2w" target="_blank">vistando</a> o missionário Billy Graham. Ia deixar só esses links, mas lembrei que <a href="http://books.guardian.co.uk/writersrooms/0,,2009637,00.html" target="_blank">aqui</a> tem alguns escritores falando de seus locais de trabalho (com fotos) e que <a href="http://www.salon.com/opinion/paglia/2007/02/14/return/index_np.html" target="_blank">Camille Paglia* está de volta na Salon</a>, tratando - na mesma coluna - das elei&ccedil;&otilde;es 2008 e da morte de Anna Nicole Smith**, dentre outros assuntos. </p>
	<p>*Padroeira de todos os blogueiros. Greatest blogger ever.</p>
	<p>**<br /><img width="229" height="305" border="0" src="http://content.answers.com/main/content/wp/en/thumb/7/70/230px-Playboy_June_1993.jpg" /><br /><em>Rest in peace, babe.</em></p>
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		<title>TMWWT</title>
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		<pubDate>Sat, 10 Feb 2007 17:42:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrator</dc:creator>
		
	<category>literatura</category>
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		<description><![CDATA[	Retomei The Man Who Was Thursday na quarta-feira passada e essa foi a segunda melhor coisa que me aconteceu naquela tarde, a primeira n&atilde;o vou contar. Tinha come&ccedil;ado a ler no sábado, mas muita coisa aconteceu naquele dia, tudo t&atilde;o bom, t&atilde;o bom que faz voc&ecirc; interromper TMWWT e n&atilde;o se arrepender nem um pouco [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p>Retomei The Man Who Was Thursday na quarta-feira passada e essa foi a segunda melhor coisa que me aconteceu naquela tarde, a primeira n&atilde;o vou contar. Tinha come&ccedil;ado a ler no sábado, mas muita coisa aconteceu naquele dia, tudo t&atilde;o bom, <em>t&atilde;o bom</em> que faz voc&ecirc; interromper TMWWT e n&atilde;o se arrepender nem um pouco disso depois. Também chamam de felicidade.<br />&nbsp;<br />Sabe, minha forma&ccedil;&atilde;o é cheia de buracos desse tamanho, inexauríveis fontes de vergonha e dor. A essa altura da minha vida, ainda n&atilde;o tinha encontrado ninguém que me tivesse pegado pelos ombros e me sacudido, repetindo LEIA TMWWT, LEIA TMWWT, o que me leva a questionar que diabos eu estava fazendo da minha vida, com que tipo de gente eu andei esse tempo todo, será que eles me amavam de verdade. Porque recomendar a leitura de TMWWT ou, maravilha das maravilhas, <em>emprestar</em> TMWWT para alguém é a maior prova de amor de que tenho notícia. Estive pensando em presentear todos os meus amigos com TMWWTs, mesmo aqueles que n&atilde;o l&ecirc;em em ingl&ecirc;s, pelo resto de nossas vidas. Todo aniversário, eu daria o mesmo presente, e a pessoa ia saber se a amo e há quanto tempo pela quantidade de TMWWTs que tivesse na sua estante.<br />&nbsp;<br />No momento que posto, leio aquela passagem em que o Detetive Syme é apresentado a Sunday e aos outros membros do conselho. Se eu quisesse, já teria terminado o livro, que é fininho e tal, mas estou prolongando o prazer lendo um, dois capítulos por dia e passando o resto do dia pensando nele. No prefácio a essa edi&ccedil;&atilde;o que estou lendo, parece que Kingsley Amis diz n&atilde;o saber como é que Chesterton teve tempo para gerar essa obra-prima enquanto escrevia aquele monte de artigos e etc. Se o prefaciador n&atilde;o disse, eu estou dizendo agora, porque eu também n&atilde;o sei como é que pode uma coisa dessas. Meus blogueiros preferidos, que dizem adorar Chesterton, podiam tentar ser um pouquinho como ele e postar todos os dias, mas n&atilde;o, ficam por aí, feito bestas, se ocupando de nonadas.<br />&nbsp;<br />Acredito em coincid&ecirc;ncias maravilhosas porque minha vida é repleta delas. Mas n&atilde;o pode ser &agrave; toa que a pessoa que veio me emprestar TMWWT e falar sorrindo LEIA LEIA LEIA tenha sido justamente voc&ecirc;. N&atilde;o pode ser &agrave; toa que justamente na quarta-feira em que resolvo retomar TMWWT do início o Céu comemore cem anos de sua publica&ccedil;&atilde;o. N&atilde;o pode ser &agrave; toa que thururururu, <a target="_blank" href="http://americanchestertonsociety.blogspot.com/">clica</a>, bjo.&nbsp;
</p>
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		<title>c. de cummings (versão de meu cachorro pretensioso)</title>
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		<pubDate>Thu, 08 Feb 2007 04:14:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrator</dc:creator>
		
	<category>arte</category>
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		<description><![CDATA[	carrego seu cora&ccedil;&atilde;o comigo(carrego-o no meu cora&ccedil;&atilde;o)nunca estou sem ele(a qualquer lugar queeu vá voc&ecirc; vai,minha querida;e o que quer que seja feitosó por mim é ato seu,meu amor)&nbsp;&nbsp; &nbsp;&nbsp;&nbsp; &nbsp;&nbsp;&nbsp; &nbsp;&nbsp;&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;&nbsp;&nbsp; &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; &nbsp;&nbsp;&nbsp; &nbsp;&nbsp;&nbsp; &nbsp;&nbsp;&nbsp; &nbsp;&nbsp;&nbsp; &nbsp;&nbsp;&nbsp; &nbsp;&nbsp;&nbsp; &nbsp;&nbsp;&nbsp; &nbsp;&nbsp;&nbsp; &nbsp;&nbsp; &nbsp; &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;&nbsp;&nbsp; &nbsp;&nbsp;&nbsp; &nbsp; n&atilde;o temodestino algum(pois [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p>carrego seu cora&ccedil;&atilde;o comigo(carrego-o no <br />meu cora&ccedil;&atilde;o)nunca estou sem ele(a qualquer lugar que<br />eu vá voc&ecirc; vai,minha querida;e o que quer que seja feito<br />só por mim é ato seu,meu amor)<br />&nbsp;&nbsp; &nbsp;&nbsp;&nbsp; &nbsp;&nbsp;&nbsp; &nbsp;&nbsp;&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;&nbsp;&nbsp; &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; &nbsp;&nbsp;&nbsp; &nbsp;&nbsp;&nbsp; &nbsp;&nbsp;&nbsp; &nbsp;&nbsp;&nbsp; &nbsp;&nbsp;&nbsp; &nbsp;&nbsp;&nbsp; &nbsp;&nbsp;&nbsp; &nbsp;&nbsp;&nbsp; &nbsp;&nbsp; &nbsp; &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;&nbsp;&nbsp; &nbsp;&nbsp;&nbsp; &nbsp; n&atilde;o temo<br />destino algum(pois voc&ecirc; é meu destino,meu mel)n&atilde;o quero<br />mundo nenhum(pois linda voc&ecirc; é meu mundo,minha verdade)<br />e é que voc&ecirc; é tudo que uma lua tenha exprimido desde sempre<br />e tudo que um sol sempre cantará é voc&ecirc;</p>
	<p>aqui está o segredo mais íntimo que ninguém conhece<br />(aqui está a raiz da raiz e o bot&atilde;o do bot&atilde;o<br />e o céu do céu de uma árvore chamada vida;que cresce<br />mais alto do que a alma possa esperar ou que a mente possa esconder)<br />e este é o milagre que está mantendo as estrelas afastadas</p>
	<p>carrego seu cora&ccedil;&atilde;o(carrego-o no meu cora&ccedil;&atilde;o)
</p>
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		<title>minha primeira vez com Cole Porter</title>
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		<pubDate>Sat, 03 Feb 2007 16:55:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrator</dc:creator>
		
	<category>umbigo</category>
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		<description><![CDATA[	pra Gustavo, que é bróder.&nbsp;&nbsp;Ainda tenho uma certa curiosidade por saber como meus amigos desenvolveram as rela&ccedil;&otilde;es que t&ecirc;m com seus compositores favoritos. Já houve época em que achei que o que um compositor representava para alguém dizia mais sobre o caráter dessa pessoa do que qualquer outra coisa, e por muito tempo este foi [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<div align="justify"><em>pra <a target="_blank" href="http://singelomundo.blogspot.com">Gustavo</a>, que é bróder.</em>&nbsp;<br />&nbsp;<br />Ainda tenho uma certa curiosidade por saber como meus amigos desenvolveram as rela&ccedil;&otilde;es que t&ecirc;m com seus compositores favoritos. Já houve época em que achei que o que um compositor representava para alguém dizia mais sobre o caráter dessa pessoa do que qualquer outra coisa, e por muito tempo este foi o critério que estabeleci para iniciar novas amizades e ampliar o di&acirc;metro do meu círculo social no orkut. Felizmente, evoluí muito de lá para cá e hoje sou um ser humano bem menos frívolo, que escolhe os amigos pelo tanto de verdade que enxerga neles e pela disposi&ccedil;&atilde;o que eles apresentam na hora de pagar a conta.<br />&nbsp;<br />Cole Porter ainda está longe de ser meu compositor favorito, porque só me volto para ele quando estou me sentindo kinda slushy ou assistindo filmes antigos, o que acontece com menos freq&uuml;&ecirc;ncia do que eu gostaria. Mas ele certamente está naquela categoria de compositores que faz todo mundo se lembrar exatamente do que estava fazendo quando ouviu uma música dele pela primeira vez, a roupa que estava vestindo, o resultado do jogo do bicho no dia. N&atilde;o vejo nenhum problema em contar como foi minha primeira vez com Cole Porter porque sou muito macho e viril e acho que de alguma maneira isso deve servir para que voc&ecirc;s formem uma idéia mais vívida de mim, partindo do pressuposto de que voc&ecirc;s querem muito formar uma idéia mais vívida de mim, o que pode n&atilde;o ser o caso, mas enfim.<br />&nbsp;<br />Eu assistia pela primeira vez Hannah e Suas Irm&atilde;s e fiquei muito impressionado com aquela cena em que o personagem de Woody Allen e uma das irm&atilde;s de Hannah est&atilde;o discutindo em frente a um restaurante. O encontro deles foi um fracasso e naquele momento parece que eles n&atilde;o t&ecirc;m nada em comum. (Me permitam um spoiler: eles t&ecirc;m e terminam o filme juntos) Essa irm&atilde; de Hannah tinha levado o personagem de WA a um show de rock e a experi&ecirc;ncia havia sido desastrosa. Ele, ent&atilde;o, a convida para irem a um lugar onde se pudesse ouvir alguma coisa que prestasse. Nesse lugar, Bobby Short está cantando &quot;I&#8217;m In Love Again&quot;, mas a irm&atilde; de Hannah n&atilde;o está gostando nem um pouco e passa o tempo todo cheirando cocaína. Quando eles enfim resolvem ir embora e est&atilde;o na cal&ccedil;ada esperando um taxi, a irm&atilde; de Hannah diz que achou tudo um saco, ou algo parecido. É aí que o personagem de WA, duro, sentencia: &quot;Voc&ecirc; n&atilde;o merece Cole Porter. Voc&ecirc; devia ficar é com aquela gente que parece que vai esfaquear a própria m&atilde;e&quot;.<br />&nbsp;<br />Aquela cena mexeu bastante comigo, pois sempre amei muito minha querida m&atilde;ezinha e de modo algum queria ficar parecido com alguém que fosse esfaqueá-la. Por isso, resolvi dedicar toda a minha exist&ecirc;ncia dali em diante ao projeto de merecer Cole Porter cada vez mais. Eu estava convicto de que isso faria de mim uma pessoa melhor. Pouco me importava que Cole Porter tivesse escrito a maioria das coisas que escreveu para um bando de marmanjos, porque eu já tinha aprendido na escola que existia algo chamado eu-lírico, que permitia que voc&ecirc; fizesse o que voc&ecirc; quisesse, lhe isentando de toda responsabilidade. Portanto, eu sabia direitinho que uma coisa era Cole Porter, outra coisa era o eu-lírico de Cole Porter, e foi assim que me justifiquei quando meu pai me acusou de estar ouvindo música de bicha e amea&ccedil;ou cortar minha mesada. Claro que a vontade adolescente de desafiar o pai falou alto, mas me ocorre agora que o que determinou mesmo meu gosto por Cole Porter foi o fato de jurar ter ouvido o verso I get no kick from Sean Penn quando ouvi &quot;I Get a Kick Out of You&quot; pela primeira vez.</div>
	<div align="justify">&nbsp;</div>
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		<title>é pra vc</title>
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		<pubDate>Fri, 02 Feb 2007 03:53:36 +0000</pubDate>
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	<category>umbigo</category>
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		<description><![CDATA[	Dedico este post aos que receberam a indica&ccedil;&atilde;o deste blog quando buscavam no Google sites que falassem do livro que o Marcola l&ecirc;, ou da S&ocirc;nia Braga sem calcinha, ou da Mait&ecirc; Proen&ccedil;a nua, ou de como descobrir quem te bloqueou no MSN, ou de figuras do ursinho Pooh ou dos poetas de 2007. A [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p align="left">Dedico este post aos que receberam a indica&ccedil;&atilde;o deste blog quando buscavam no Google sites que falassem do livro que o Marcola l&ecirc;, ou da S&ocirc;nia Braga sem calcinha, ou da Mait&ecirc; Proen&ccedil;a nua, ou de como descobrir quem te bloqueou no MSN, ou de figuras do ursinho Pooh ou dos poetas de 2007. A eles, e só a eles, quero confessar que vinha resistindo tenaz e bravamente já há algumas semanas, mas ontem, &agrave;s escondidas, de madrugada, fraquejei e baixei o disco novo de Damien Rice, me precavendo para que nenhum de meus inimigos fosse testemunha disso. Certo que n&atilde;o ouvi o disco ainda, mas todos nós já sabemos o que me espera: a voz daquela cantora bonita cujo nome n&atilde;o lembro agora, uns violinos singelamente comoventes, talvez um violoncelo aqui e ali e aquele clim&atilde;o &ocirc; meu bem vem cá me abra&ccedil;a. Sinto uma certa vergonha de estar confessando essas coisas aqui, assim, mas voc&ecirc;s que foram sensíveis ao ponto de se interessarem por aqueles temas certamente também ser&atilde;o condescendentes e entender&atilde;o este momento que estou vivendo, que nos deixa cafonas e bregas e propensos a ver beleza na face de cada pedinte que eventualmente nos aborde numa mesa de bar.</p>
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	</item>
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		<title>esquema para post</title>
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		<pubDate>Tue, 30 Jan 2007 22:15:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrator</dc:creator>
		
	<category>umbigo</category>
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		<description><![CDATA[	O post deve iniciar com breve e superficial descri&ccedil;&atilde;o do ambiente. Usar as palavras casa de minha avó, sombra da mangueira, calor abafado. Falar da quase felicidade que eu sentia por estar ali, lendo um livro, sem maiores preocupa&ccedil;&otilde;es. Talvez especular sobre a experi&ecirc;ncia de n&atilde;o suar apesar do calor, divagando sobre as possíveis causas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p>O post deve iniciar com breve e superficial descri&ccedil;&atilde;o do ambiente. Usar as palavras <em>casa de minha avó</em>, <em>sombra da mangueira</em>, <em>calor abafado</em>. Falar da quase felicidade que eu sentia por estar ali, lendo um livro, sem maiores preocupa&ccedil;&otilde;es. Talvez especular sobre a experi&ecirc;ncia de n&atilde;o suar apesar do calor, divagando sobre as possíveis causas do fen&ocirc;meno e sobre o modo como ele, longe de representar inc&ocirc;modo, tornava tudo ainda mais estranhamente agradável. Tom neutro. </p>
	<p>O segundo parágrafo deve remeter ao grande tema da incompletude humana &agrave; medida que apresenta a situa&ccedil;&atilde;o-conflito das formigas que mordiam meu pé, perturbando a experi&ecirc;ncia agradável descrita no parágrafo anterior. Transcrever o trecho exato em que tive de interromper a leitura por causa das formigas. Lembrar de usar a palavra <em>insuportável</em>. Evitar o tom de autopiedade e de justifica&ccedil;&atilde;o antecipada pelo desfecho do post.  </p>
	<p>Terceiro e último parágrafo mostrará como identifiquei no cimento do pátio da casa de minha avó o ponto exato de onde brotavam as formigas. Usar a express&atilde;o <em>fonte da perturba&ccedil;&atilde;o</em>. Descrever o di&acirc;metro do formigueiro e a relativa frieza (serenidade?) com que escolhi um graveto para entupir o formigueiro. Narrar o desespero das (5? 7?) formigas que n&atilde;o conseguiam mais entrar no buraco. Citar Gn 1:26. Evitar tom herético.</p>
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		<title>gente boa</title>
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		<pubDate>Mon, 29 Jan 2007 22:43:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrator</dc:creator>
		
	<category>literatura</category>
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		<description><![CDATA[	David Foster Wallace, na New Yorker. (dica de Parada)
	&quot;(&#8230;) and in worship services he more just tuned himself out and tolerated Hell when it came up, the same way you tolerate the job you&rsquo;ve got to have to save up for what it is you want.&quot; - sem querer, pensei no fim das férias ao [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p>David Foster Wallace, <a href="http://www.newyorker.com/printables/fiction/070205fi_fiction_wallace" target="_blank">na New Yorker</a>. (dica de <a href="http://www.insanus.org/parada" target="_blank">Parada</a>)</p>
	<p>&quot;(&#8230;) <em>and in worship services he more just tuned himself out and tolerated Hell when it came up, the same way you tolerate the job you&rsquo;ve got to have to save up for what it is you want.</em>&quot; - sem querer, pensei no fim das férias ao ler isso. </p>
]]></content:encoded>
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	</item>
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		<title>c. de cummings</title>
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		<pubDate>Mon, 29 Jan 2007 03:03:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrator</dc:creator>
		
	<category>literatura</category>
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		<description><![CDATA[	somewhere i have never travelled,gladly beyondany experience,your eyes have their silence:in your most frail gesture are things which enclose me,or which i cannot touch because they are too near
	your slightest look will easily unclose methough i have closed myself as fingers,you open always petal by petal myself as Spring opens(touching skilfully,mysteriously)her first rose
	or if your [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p>somewhere i have never travelled,gladly beyond<br />any experience,your eyes have their silence:<br />in your most frail gesture are things which enclose me,<br />or which i cannot touch because they are too near</p>
	<p>your slightest look will easily unclose me<br />though i have closed myself as fingers,<br />you open always petal by petal myself as Spring opens<br />(touching skilfully,mysteriously)her first rose</p>
	<p>or if your wish be to close me,i and<br />my life will shut very beautifully,suddenly,<br />as when the heart of this flower imagines<br />the snow carefully everywhere descending;</p>
	<p>nothing which we are to perceive in this world equals<font><br /></font>the power of your intense fragility:whose texture<br />compels me with the color of its countries,<br />rendering death and forever with each breathing</p>
	<p>(i do not know what it is about you that closes<br />and opens;only something in me understands<br />the voice of your eyes is deeper than all roses)<br />nobody,not even the rain,has such small hands</p>
]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>sic</title>
		<link>http://avidadetiago.blogsome.com/2007/01/29/sic-2/</link>
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		<pubDate>Mon, 29 Jan 2007 00:57:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrator</dc:creator>
		
	<category>mundo real</category>
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		<description><![CDATA[	
	Esse é o cantor internacilnal Matisyahu.O engra&ccedil;ado é q as mulheres n&atilde;o podem pegar nele.Eu n&atilde;o sabia fui chamar ele futucando com o dedo&#8230;sabe o q aconteceu???? o seguran&ccedil;a deu um gritio-N&Atilde;OOOOOOOOO nossa eu quase caia dura no ch&atilde;o.Que susto!!!! mais ele é ótimo pra foto só n&atilde;o pode triscar nele.Mu&ccedil;ulmano&#8230;entendem agora o porque???
	A pessoa [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p><img width="453" height="339" border="0" style="width: 453px; height: 339px;" src="http://avidadetiago.blogsome.com/images/9058358.jpg" /></p>
	<blockquote><p align="justify"><font color="#990000">Esse é o cantor internacilnal Matisyahu.O engra&ccedil;ado é q as mulheres n&atilde;o podem pegar nele.Eu n&atilde;o sabia fui chamar ele futucando com o dedo&#8230;sabe o q aconteceu???? o seguran&ccedil;a deu um gritio-N&Atilde;OOOOOOOOO nossa eu quase caia dura no ch&atilde;o.Que susto!!!! mais ele é ótimo pra foto só n&atilde;o pode triscar nele.Mu&ccedil;ulmano&#8230;entendem agora o porque???</font></p></blockquote>
	<p align="justify">A pessoa que escreveu isso está sorrindo atrás desse quadrado amarelo (que na verdade, como todo quadrado, é um ret&acirc;ngulo, repare). Trata-se da <a href="http://www.cacadoradeartistas.kit.net/" target="_blank">ca&ccedil;adora de artistas</a>. De acordo com <a href="http://www.orkut.com/Profile.aspx?uid=14083439690589095773" target="_blank">seu perfil no orkut</a>, seu hobby é tirar fotos com pessoas famosas. &quot;Isso me deixa feliz&quot;, diz ela, provando que ser feliz é muito simples.</p>
]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>viver intensamente</title>
		<link>http://avidadetiago.blogsome.com/2007/01/28/viver-intensamente/</link>
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		<pubDate>Sun, 28 Jan 2007 05:15:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrator</dc:creator>
		
	<category>umbigo</category>
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		<description><![CDATA[	Assisti uma comédia rom&acirc;ntica em que o protagonista, depois de receber a notícia de que tinha um tumor maligno no cérebro, resolve viver a vida intensamente e por causa dessa decis&atilde;o encontra a mulher de sua vida, a enfermeira que cuidava dele no hospital. No fim do filme, a gente descobre que o diagnóstico na [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p>Assisti uma comédia rom&acirc;ntica em que o protagonista, depois de receber a notícia de que tinha um tumor maligno no cérebro, resolve viver a vida intensamente e por causa dessa decis&atilde;o encontra a mulher de sua vida, a enfermeira que cuidava dele no hospital. No fim do filme, a gente descobre que o diagnóstico na verdade era de um outro paciente (o funcionário público careca), e o protagonista, todo feliz, todo saudável, casa com a enfermeira mulher de sua vida enquanto os créditos sobem ao som de uma daquelas musiquinhas bastante animadas. Sempre sou muito influenciado por filmes assim e saí do cinema decidido a n&atilde;o esperar nem mais um minuto pra come&ccedil;ar a viver a minha própria vida da maneira mais intensa possível. Fui pro bar da esquina, pedi uma cerveja e puxei conversa com o carinha que estava ao meu lado no balc&atilde;o. Na primeira crítica que ele fez a uma opini&atilde;o minha, dei-lhe um murro na boca e só parei de chutá-lo quando um dos caras que estavam com ele quebrou uma garrafa na minha nuca. N&atilde;o lembro de muita coisa depois disso, só sei que a confus&atilde;o foi generalizada e que me falta um dente e que viver é mesmo muito bom.&nbsp;
</p>
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		<pubDate>Thu, 25 Jan 2007 21:04:20 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[	Bem que Bruno Galera tinha dito. Este fone Philips SHE-255 é fantástico. E pensar que quase que dá tudo errado porque, de t&atilde;o empolgado que fiquei com a dica, comprei meio &agrave;s cegas e esqueci de conferir o principal: o plug do fone é 3.5 mm, e a entrada do meu MP3 player é 2.5 [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p align="justify">Bem que <a href="http://big-muff.org/blog/?p=1003" target="_blank">Bruno Galera</a> tinha dito. Este fone <a href="http://www.e-store.com.br/estore/index.cfm?fuseaction=Produto&#038;CodProduto=SHE2550" target="_blank">Philips SHE-255</a> é fantástico. E pensar que quase que dá tudo errado porque, de t&atilde;o empolgado que fiquei com a dica, comprei meio &agrave;s cegas e esqueci de conferir o principal: o plug do fone é 3.5 mm, e a entrada do meu MP3 player é 2.5 mm, o que só percebi quando o fone chegou. Voc&ecirc; deve imaginar meu desespero após essa constata&ccedil;&atilde;o. Testei o fone no computador e o som era t&atilde;o bom, mas t&atilde;o bom, com graves t&atilde;o definidos, que encomendei um adaptador, mais caro que o próprio fone, inclusive. Estou completamente insolvente, mas valeu a pena. Dá pra ouvir no talo sem distor&ccedil;&atilde;o, é uma beleza. Se voc&ecirc; tem algo a me dizer, aproveite e diga logo. Acho que vou ficar surdo. </p>
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		<title></title>
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		<pubDate>Wed, 24 Jan 2007 16:29:11 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[	
Aviso chocante a uma na&ccedil;&atilde;o estupefata: o a craseado n&atilde;o é nenhuma monstruosidade abominável, é apenas o feminino da contra&ccedil;&atilde;o &ldquo;ao&rdquo;. É o equivalente de &ldquo;aa&rdquo;, onde o primeiro &ldquo;a&rdquo; significa a preposi&ccedil;&atilde;o &ldquo;a&rdquo; (ou &ldquo;para&rdquo;) e o segundo o artigo definido &ldquo;a&rdquo;. Quem quer que leve mais de dois segundos para entender isso e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<div align="left">
<blockquote><font color="#990000">Aviso chocante a uma na&ccedil;&atilde;o estupefata: o a craseado n&atilde;o é nenhuma monstruosidade abominável, é apenas o feminino da contra&ccedil;&atilde;o &ldquo;ao&rdquo;. É o equivalente de &ldquo;aa&rdquo;, onde o primeiro &ldquo;a&rdquo; significa a preposi&ccedil;&atilde;o &ldquo;a&rdquo; (ou &ldquo;para&rdquo;) e o segundo o artigo definido &ldquo;a&rdquo;. Quem quer que leve mais de dois segundos para entender isso e mais de tr&ecirc;s para aprender a aplicá-lo corretamente é um retardado mental, incapacitado para o exercício da cidadania adulta.</font></blockquote>
</div>
	<div align="justify">Olavo de Carvalho, <a href="http://net.dcomercio.com.br/WebSearch/v.asp?TxtId=169589&#038;SessionID=674019341&#038;id=1&#038;q=(olavo%20de%20carvalho)" target="_blank">no Diário do Comércio</a>.</div>
	<div align="justify">&nbsp;</div>
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		<title>72 virgens</title>
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		<pubDate>Wed, 24 Jan 2007 03:01:29 +0000</pubDate>
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	<category>doença</category>
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		<description><![CDATA[	Steve Martin fazendo gra&ccedil;a, clica. Minhas 5 preferidas: 14, 29, 32, 36 e 70.

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			<content:encoded><![CDATA[	<p>Steve Martin fazendo gra&ccedil;a, <a href="http://www.newyorker.com/printables/shouts/070129sh_shouts_martin" target="_blank">clica</a>. Minhas 5 preferidas: 14, 29, 32, 36 e 70.
</p>
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		<title>aos jovens poetas</title>
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		<pubDate>Mon, 22 Jan 2007 20:31:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrator</dc:creator>
		
	<category>literatura</category>
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		<description><![CDATA[	ENTREVISTADORComo um jovem poeta pode saber se sua obra tem algum valor?&nbsp;
	PHILIP LARKINAcho que um jovem poeta, ou um velho poeta, da mesma forma, devia tentar produzir algo que pessoalmente o agradasse, n&atilde;o apenas no momento em que escreveu, mas também algumas semanas mais tarde. Daí, devia ver se aquilo agrada mais alguém, enviando para [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<blockquote><p align="justify"><font color="#990000">ENTREVISTADOR<br />Como um jovem poeta pode saber se sua obra tem algum valor?&nbsp;</font></p>
	<p align="justify"><font color="#990000">PHILIP LARKIN<br />Acho que um jovem poeta, ou um velho poeta, da mesma forma, devia tentar produzir algo que pessoalmente o agradasse, n&atilde;o apenas no momento em que escreveu, mas também algumas semanas mais tarde. Daí, devia ver se aquilo agrada mais alguém, enviando para o tipo de revista que ele gosta de ler. Mas caso n&atilde;o agradasse, n&atilde;o deveria se sentir desencorajado. Digo, no século XVII todo homem educado podia compor um verso e tocar alaúde. Já pensou se as pessoas n&atilde;o jogassem t&ecirc;nis só porque n&atilde;o v&atilde;o chegar a Wimbledon? Primeiramente e antes de tudo, escrever poemas deveria ser um prazer. Assim como l&ecirc;-los, por Deus.</font></p></blockquote>
	<p align="justify"><em>Supposing no one played tennis because they wouldn&rsquo;t make Wimbledon?</em> Fiquei com vontade de linkar essa <a target="_blank" href="http://www.parisreview.org/media/3153_LARKIN.pdf">entrevista de Philip Larkin</a> só por causa dessa frase, que justifica toda a minha exist&ecirc;ncia, mas que meu cachorro n&atilde;o conseguiu traduzir direito. Tem uma hora lá em que o entrevistador pergunta se Borges era o único outro poeta contempor&acirc;neo famoso que, como Larkin, também era bibliotecário ou se ele conhecia outros. &quot;Quem é Jorge Luís Borges?&quot; é o come&ccedil;o da resposta, hehehe.</p>
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		<title>do dia em que aprendi que &#8220;yakult&#8221; quer dizer &#8220;saúde&#8221; &#8220;iogurte&#8221; em esperanto</title>
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		<pubDate>Sun, 21 Jan 2007 17:26:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrator</dc:creator>
		
	<category>umbigo</category>
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		<description><![CDATA[	Fosse este blog um poucochinho mais confessional, eu lhes descreveria como dan&ccedil;ar arrocha numa festa de rock ao som de Arctic Monkeys (ou algo bastante similar) enquanto indies observavam, completamente estarrecidos, se tornou uma das experi&ecirc;ncias mais divertidas que já tive nessa vida.
	&nbsp;
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<div align="left">Fosse este blog um poucochinho mais confessional, eu lhes descreveria como dan&ccedil;ar arrocha numa festa de rock ao som de Arctic Monkeys (ou algo bastante similar) enquanto indies observavam, completamente estarrecidos, se tornou uma das experi&ecirc;ncias mais divertidas que já tive nessa vida.</div>
	<div align="left">&nbsp;</div>
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		<title>ei, moça, dá pra mim?</title>
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		<pubDate>Thu, 18 Jan 2007 02:38:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrator</dc:creator>
		
	<category>arte</category>
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		<description><![CDATA[	
	i&#8217;m talkin&#8217; bout da book, u dirty people. (link via)
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			<content:encoded><![CDATA[	<p><img width="469" height="488" border="0" style="width: 469px; height: 488px;" src="http://www.viceland.com/int/v13n12/htdocs/fashion/1.jpg" /></p>
	<p>i&#8217;m talkin&#8217; bout <a target="_blank" href="http://www.amazon.com/o/ASIN/0394500873/">da book</a>, u dirty people. (<a target="_blank" href="http://www.viceland.com/int/v13n12/htdocs/fashion.php?country=us">link</a> <a target="_blank" href="http://ieda.stumbleupon.com/">via</a>)</p>
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		<title>momento indie</title>
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		<pubDate>Mon, 15 Jan 2007 16:37:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrator</dc:creator>
		
	<category>música</category>
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		<description><![CDATA[	Só hoje, gra&ccedil;as ao stumbleupon de Soares Silva, vi essa vers&atilde;o acústica de Hey Ya, que é uau, dá até pra entender a letra. Descobri que o gordinho barbudo se chama Mat Weddle, é do Arizona e tem uma banda chamada Obadiah Parker. Na página deles no MySpace, dá pra baixar a vers&atilde;o e ouvir [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p align="justify">Só hoje, gra&ccedil;as ao <a href="http://soaressilva.stumbleupon.com" target="_blank">stumbleupon de Soares Silva</a>, vi essa <a href="http://www.youtube.com/watch?v=AnoeJ0-5ZZo" target="_blank">vers&atilde;o acústica de Hey Ya</a>, que é uau, dá até pra entender a letra. Descobri que o gordinho barbudo se chama Mat Weddle, é do Arizona e tem uma banda chamada <a href="http://obadiahparker.com/index.html" target="_blank">Obadiah Parker</a>. Na <a href="http://www.myspace.com/obadiahparker" target="_blank">página deles no MySpace</a>, dá pra baixar a vers&atilde;o e ouvir mais coisas. Eles dizem fazer uma mistura de <font>funk, R&amp;B, gospel, blues e folk. É legalzinho. </font>O mais exótico, porém, foi saber que eles fizeram um cover de Mama Africa de Chico César. Queria ouvir.</p>
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		<item>
		<title>SJSJSJSJSJSJSJSJSJSJ</title>
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		<pubDate>Mon, 15 Jan 2007 04:21:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrator</dc:creator>
		
	<category>cinema</category>
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		<description><![CDATA[	Lembro bem do ceticismo estampado na cara da última pessoa que me ouviu dizer que a Scarlett Johansson que conhecemos (i.e. linda linda linda) n&atilde;o era real, mas sim um produto da nossa imagina&ccedil;&atilde;o. (Noto daqui sua express&atilde;o de &quot;Oh, n&atilde;o diga&quot;, mas saiba que sou o primeiro a reconhecer o tamanho da platitude. Se [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<div align="justify">Lembro bem do ceticismo estampado na cara da última pessoa que me ouviu dizer que a Scarlett Johansson que conhecemos (i.e. linda linda linda) n&atilde;o era real, mas sim um produto da nossa imagina&ccedil;&atilde;o. (Noto daqui sua express&atilde;o de &quot;Oh, n&atilde;o diga&quot;, mas saiba que sou o primeiro a reconhecer o tamanho da platitude. Se falo coisas assim em público é porque <em>sei</em> que tem quem n&atilde;o consiga enxergar isso.) Pelo que voc&ecirc; deve imaginar como eu fico besta toda vez que vejo que a <a target="_blank" href="http://community.livejournal.com/curvygirls/665619.html#cutid1">SJ real é ainda mais linda</a>. Ah, morder essa barriga.</div>
	<div align="justify">&nbsp;</div>
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		<title>to foster</title>
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		<pubDate>Wed, 10 Jan 2007 01:19:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrator</dc:creator>
		
	<category>literatura</category>
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		<description><![CDATA[	No fim do ano passado, de tanto ouvi falar de David Foster Wallace, me dei de presente &quot;Breves Entrevistas com Homens Hediondos&quot;, primeiro (e até agora único) livro dele a ser traduzido no Brasil. Mal acabei de ler e já quero reler. DFW parece poder contar uma estória do jeito que ele quiser. S&atilde;o tantas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p align="justify">No fim do ano passado, de tanto ouvi falar de David Foster Wallace, me dei de presente &quot;Breves Entrevistas com Homens Hediondos&quot;, primeiro (e até agora único) livro dele a ser traduzido no Brasil. Mal acabei de ler e já quero reler. DFW parece poder contar uma estória do jeito que ele quiser. S&atilde;o tantas e t&atilde;o variadas vozes  que muitas vezes me peguei pensando &quot;Jesus, mas é um cara só?&quot;. &lt;clich&ecirc;&gt;A prosa dele é realista, e eu tive a impress&atilde;o de que suas personagens bem poderiam ser pessoas de verdade, como eu e voc&ecirc;&lt;/clich&ecirc;&gt;. Todas elas s&atilde;o atormentadas de alguma maneira. Rela&ccedil;&otilde;es humanas, sexo e psicanálise s&atilde;o os temas que mais aparecem, e, ao contrário daqueles que, na falta do que dizer, tentam disfar&ccedil;ar esse vazio com uma prosa metida a revolucionária, DFW sempre tem algo a dizer. Cada conto traz uma experi&ecirc;ncia formal nova, diferente da anterior, mas tudo está a servi&ccedil;o do que ele quer pigarro comunicar. Lendo os contos, eu tinha a sensa&ccedil;&atilde;o de estar imerso numa experi&ecirc;ncia que acho que n&atilde;o tinha vivido até ent&atilde;o, pelo menos n&atilde;o nessa intensidade: era quase como se as idéias, os temas trabalhados pelas estórias n&atilde;o encontrassem obstáculo entre os cérebros do autor e do leitor. OK, sei que isso n&atilde;o é possível, por isso que eu pus aquele quase ali. Um trecho do livro pode ser lido <a href="http://veja.abril.com.br/idade/estacao/veja_recomenda/200405/breves_entrevistas.html" target="_blank">aqui</a>.</p>
	<p align="justify">Descobrir um autor novo depois de todo mundo é uma maravilha porque a gente sabe que ainda tem um monte de coisa dele e sobre ele pra ser lida. A quantidade de material que encontrei vai me manter nesse estado de euforia por um bom tempo, acho. (Eu contei que <a href="http://bryson.pomona.edu/4d.acgi$ViewFacultyMember764" target="_blank">ele é professor</a>?) Um <a href="http://www.pw.org/mag/0601/woodward.htm" target="_blank">perfil</a>. Um <a href="http://www.marginalia.org/dfw_kenyon_commencement.html" target="_blank">discurso</a> numa cerim&ocirc;nia de formatura. Uma <a href="http://www.centerforbookculture.org/interviews/interview_wallace.html" target="_blank">entrevista longa</a>. Uma <a href="http://www.sacurrent.com/site/printerFriendly.cfm?brd=2318&#038;dept_id=484045&#038;newsid=16214444" target="_blank">entrevista curta</a>. Um <a href="http://www.esquire.com/fiction/fiction/ESQ1100-NOV_SNAPFICTION" target="_blank">conto</a> em ingl&ecirc;s. <a href="http://www.pshares.org/issues/article.cfm?prmarticleID=4465" target="_blank">Outro</a>. Mais <a href="http://www.smallbytes.net/~bobkat/dfwstory.html" target="_blank">um</a>. Mais <a href="http://www.conjunctions.com/archives/c28-dfw.htm" target="_blank">dois</a>. Um <a href="http://www.cronopios.com.br/site/prosa.asp?id=594" target="_blank">conto</a> traduzido pro portugu&ecirc;s. Um <a href="http://olapaonahileia.blogspot.com/2004/12/dfw.html" target="_blank">post</a> do tradutor do conto. (Eu falei que ele é ensaísta também?) Uma <a href="http://instruct.westvalley.edu/lafave/DFW_present_tense.html" target="_blank">resenha/ensaio</a> excelente, tratando de American Usage. (Em alguma lugar, vi compararem esse texto com <a href="http://www.mtholyoke.edu/acad/intrel/orwell46.htm" target="_blank">Politics and the English Language</a>, de Orwell. Vi também <a target="_blank" href="http://www.languagehat.com/archives/000510.php">quem n&atilde;o tenha gostado tanto assim</a>.) Um <a href="http://www.geocities.com/~mikehartmann/papers/wallace.html" target="_blank">ensaio</a> sobre David Lynch. Um <a href="http://www.lobsterlib.com/feat/davidwallace/index.asp" target="_blank">ensaio</a> sobre lagostas. Um <a href="http://www.smallbytes.net/~bobkat/waterstone.html" target="_blank">ensaio</a> comparando um blockbuster tipo Exterminador do Futuro 2 a um filme porn&ocirc;. Um trecho de um <a href="http://www.conjunctions.com/webcon/wallace.htm" target="_blank">ensaio</a> sobre, sei lá eu, abstra&ccedil;&atilde;o? Um <a href="http://www.nytimes.com/2006/08/20/sports/playmagazine/20federer.html?ex=1168491600&#038;en=ca210f94b6a030fd&#038;ei=5070" target="_blank">ensaio</a> sobre aquele tenista famoso. Um <a target="_blank" href="http://www.twbookmark.com/books/60/0316156116/chapter_excerpt22111.html">ensaio</a> sobre o Adult Video News Awards. Uma <a href="http://video.google.com/videoplay?docid=7171768127610835594" target="_blank">entrevista</a> na TV. Um <a href="http://www.thehowlingfantods.com/dfw.htm" target="_blank">site</a> para fanáticos. (Eu falei da mania das notas de rodapé? Uma <a href="http://www.theonion.com/content/node/27769" target="_blank">piadinha</a>, hehehe.) Vejo agora que esqueci de dizer que DFW é o autor de Infinite Jest. Uma <a href="http://www.digestivocultural.com/colunistas/coluna.asp?codigo=1326" target="_blank">coluna</a> tratando do assunto. (Falando nisso, <a href="http://xy7htk.wunderblogs.com/" target="_blank">Elton Mesquita</a> traduziu dois capítulos desse livro: <a href="http://xy7htk.wunderblogs.com/archives/011296.html" target="_blank">aqui</a> e <a href="http://xy7htk.wunderblogs.com/archives/011298.html" target="_blank">aqui</a>.) Outra piadinha:</p>
	<p align="justify"><img width="457" height="584" border="0" src="http://www.theonion.com/content/files/images/magazine051806.jpg" />&nbsp;</p>
	<p align="justify">Ah, férias.</p>
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	</item>
		<item>
		<title>ah, não sei, achei isso tão poético</title>
		<link>http://avidadetiago.blogsome.com/2007/01/08/ah-nao-sei-achei-isso-tao-poetico/</link>
		<comments>http://avidadetiago.blogsome.com/2007/01/08/ah-nao-sei-achei-isso-tao-poetico/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 08 Jan 2007 23:21:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrator</dc:creator>
		
	<category>mundo real</category>
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		<description><![CDATA[	&nbsp;
	lemming noun [countable] a small animal that looks like a rat. Lemmings are known for following each other in large numbers and killing themselves by jumping off cliffs into the sea.
	&nbsp;
	&nbsp;
	&nbsp;
	in LDoCE
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<div align="justify">&nbsp;</div>
	<div align="justify"><strong>lemming </strong><em>noun </em>[countable] a small animal that looks like a rat. Lemmings are known for following each other in large numbers and killing themselves by jumping off cliffs into the sea.</div>
	<div align="justify">&nbsp;</div>
	<div align="justify"><img width="192" height="192" border="0" src="http://images.encarta.msn.com/xrefmedia/sharemed/targets/images/pho/t013/T013694A.jsm" />&nbsp;</div>
	<div align="justify">&nbsp;</div>
	<div align="justify"><em>in</em> <a target="_blank" href="http://www.ldoceonline.com/">LDoCE</a></div>
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		<title>coisa que eu sei</title>
		<link>http://avidadetiago.blogsome.com/2007/01/06/coisa-que-eu-sei/</link>
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		<pubDate>Sat, 06 Jan 2007 05:19:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrator</dc:creator>
		
	<category>literatura</category>
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		<description><![CDATA[	Salinger tem um perfil no orkut, mas n&atilde;o adiciona ninguém e n&atilde;o está em comunidade nenhuma. Ele tem MSN, mas bloqueou todos os contatos e só entra offline. Desde a década de 60 que ele n&atilde;o publica um post novo, e voc&ecirc; nem pode reclamar disso porque o blog dele n&atilde;o tem caixa de comentários.
	&nbsp;
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<div align="left">Salinger tem um perfil no orkut, mas n&atilde;o adiciona ninguém e n&atilde;o está em comunidade nenhuma. Ele tem MSN, mas bloqueou todos os contatos e só entra offline. Desde a década de 60 que ele n&atilde;o publica um post novo, e voc&ecirc; nem pode reclamar disso porque o blog dele n&atilde;o tem caixa de comentários.</div>
	<div align="left">&nbsp;</div>
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		<title>foi assim</title>
		<link>http://avidadetiago.blogsome.com/2007/01/04/foi-assim/</link>
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		<pubDate>Thu, 04 Jan 2007 01:02:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrator</dc:creator>
		
	<category>umbigo</category>
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		<description><![CDATA[	      
	  
	Rolei de lado, ajeitei o travesseiro pela última vez. Lá fora, barulho de hóspedes colocando malas, coisas em carros, voltando para os lugares de onde vieram. O quarto já estava cheio de uma luz bem fraquinha, me dizendo que eu podia desistir de tentar dormir, levantar. Levantei. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<div align="justify">      </div>
	<div align="justify">  </div>
	<p align="justify" class="MsoNormal">Rolei de lado, ajeitei o travesseiro pela última vez. Lá fora, barulho de hóspedes colocando malas, coisas em carros, voltando para os lugares de onde vieram. O quarto já estava cheio de uma luz bem fraquinha, me dizendo que eu podia desistir de tentar dormir, levantar. Levantei. Lavei o rosto, vesti a camiseta regata verde amassada, peguei o livro, saí. Desejei BOM DIA aos hóspedes que se preparavam para a viagem de volta, sorri OLÁ para a menininha sentada na escada da pousada. O dia prometia ser bonito, recompensa para a noite mal-dormida, ruim. Resolvi caminhar até a praia, sentei na areia, abri o livro, olhei o mar. A quatro dedos acima da linha do horizonte, umas nuvens de chuva, lá longe. No meio da página 152, vi o sol surgindo devagarinho. Ele foi nascendO nascENDO nASCENDO e em pouco tempo estava INTEIRO, sobre o mar, sob as nuvens. Sorri o meu segundo sorriso do dia. Tinha esquecido como é bonito ver o sol nascer. <u>Fiquei feliz</u>.</p>
]]></content:encoded>
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	</item>
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		<title>oi. postarei assim que puder. abraço.</title>
		<link>http://avidadetiago.blogsome.com/2006/12/24/oi-postarei-assim-que-puder-abraco/</link>
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		<pubDate>Sun, 24 Dec 2006 03:18:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrator</dc:creator>
		
	<category>arte</category>
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		<description><![CDATA[	V: With me it&#8217;s just the opposite.
	E: In other words?
	V: I get used to the muck as I go along.
	E: (after prolonged reflection). Is that the opposite?
	V: Question of temperament.
	E: Of character.
	V: Nothing you can do about it.
	E: No use struggling.
	V: One is what one is.
	E: No use wriggling.
	V: The essential doesn&#8217;t change.
	E: Nothing to [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p>V: With me it&#8217;s just the opposite.</p>
	<p>E: In other words?</p>
	<p>V: I get used to the muck as I go along.</p>
	<p>E: (<em>after prolonged reflection</em>). Is that the opposite?</p>
	<p>V: Question of temperament.</p>
	<p>E: Of character.</p>
	<p>V: Nothing you can do about it.</p>
	<p>E: No use struggling.</p>
	<p>V: One is what one is.</p>
	<p>E: No use wriggling.</p>
	<p>V: The essential doesn&#8217;t change.</p>
	<p>E: <a target="_blank" href="http://samuel-beckett.net/Waiting_for_Godot_Part1.html">Nothing to be done</a>.</p>
]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>vem cá, Orhan, por que você escreve?</title>
		<link>http://avidadetiago.blogsome.com/2006/12/20/132/</link>
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		<pubDate>Wed, 20 Dec 2006 02:07:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrator</dc:creator>
		
	<category>literatura</category>
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		<description><![CDATA[	A pergunta que, com maior freq&uuml;&ecirc;ncia, é dirigida a nós, escritores, a pergunta favorita, é: por que voc&ecirc;s escrevem? Escrevo porque tenho uma necessidade inata de escrever. Escrevo porque n&atilde;o posso ter um trabalho normal como as outras pessoas. Escrevo porque quero ler livros iguais aos que eu escrevo. Escrevo porque estou irritado com todo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<blockquote><div align="justify"><font color="#990000">A pergunta que, com maior freq&uuml;&ecirc;ncia, é dirigida a nós, escritores, a pergunta favorita, é: por que voc&ecirc;s escrevem? Escrevo porque tenho uma necessidade inata de escrever. Escrevo porque n&atilde;o posso ter um trabalho normal como as outras pessoas. Escrevo porque quero ler livros iguais aos que eu escrevo. Escrevo porque estou irritado com todo mundo. Escrevo porque adoro ficar sentado numa sala, escrevendo o dia todo. Escrevo porque só consigo tomar parte da vida real transformando-a. Escrevo porque quero que os outros, o mundo inteiro saiba que tipo de vida nós vivíamos e continuamos a viver, em Istambul, na Turquia. Escrevo porque amo o cheiro de papel, caneta e tinta. Escrevo porque acredito na literatura, na arte do romance, mais do que em qualquer outra coisa. Escrevo porque é um hábito, uma paix&atilde;o. Escrevo porque tenho medo de ser esquecido. Escrevo porque gosto da glória e do interesse gerados pelo ato de escrever. Escrevo para ficar sozinho. Talvez eu escreva porque espero entender por que estou t&atilde;o, t&atilde;o irritado com todo mundo. Escrevo porque gosto de ser lido. Escrevo porque, tendo come&ccedil;ado um romance, um ensaio, uma página, eu quero terminar. Escrevo porque todo mundo espera que eu escreva. Escrevo porque tenho uma cren&ccedil;a pueril na imortalidade das bibliotecas e na maneira como meus livros ficam na estante. Escrevo porque é instigante transformar todas as belezas e riquezas da vida em palavras. Escrevo, n&atilde;o para contar uma estória, mas para compor uma estória. Escrevo porque desejo escapar do mau presságio de que há um lugar aonde eu devo ir, mas aonde - como num sonho - n&atilde;o posso chegar por completo. Escrevo porque nunca consegui ser feliz. Escrevo para ser feliz.</font> </div></blockquote>
	<div align="justify">Orhan Pamuk disse algo parecido com isso em seu <a target="_blank" href="http://www.newyorker.com/printables/fact/061225fa_fact1">discurso de agradecimento</a> do Nobel de Literatura. Foi meu cachorro quem traduziu e ele gostaria de agradecer a Maureen Freely por ter traduzido do turco para o ingl&ecirc;s. Ele n&atilde;o sabe turco.</div>
	<div align="justify">&nbsp;</div>
]]></content:encoded>
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	</item>
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		<title>da crítica</title>
		<link>http://avidadetiago.blogsome.com/2006/12/17/da-critica/</link>
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		<pubDate>Sun, 17 Dec 2006 06:03:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrator</dc:creator>
		
	<category>mundo real</category>
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		<description><![CDATA[	&nbsp;
	A aten&ccedil;&atilde;o que dou a todas as críticas de todos os críticos do mundo inteiro é semelhante &agrave; que de mim recebem os ofícios dos camponeses do sul da Alb&acirc;nia, dos engenheiros afrodescendentes da NASA e dos veterinários gays da Pol&ocirc;nia, se é que lá existe algum veterinário, se é que existe alguma Pol&ocirc;nia - [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<div align="justify">&nbsp;</div>
	<div align="justify">A aten&ccedil;&atilde;o que dou a todas as críticas de todos os críticos do mundo inteiro é semelhante &agrave; que de mim recebem os ofícios dos camponeses do sul da Alb&acirc;nia, dos engenheiros afrodescendentes da NASA e dos veterinários gays da Pol&ocirc;nia, se é que lá existe algum veterinário, se é que existe alguma Pol&ocirc;nia - no fundo, no fundo, todos nós duvidamos disso. Mas, por favor, veja bem. Eu n&atilde;o disse que n&atilde;o gosto do trabalho dos críticos, eu disse apenas que é um trabalho que n&atilde;o me faz dizer oh; e talvez seja por isso que &agrave;s vezes eu me divirta tanto com eles.</div>
	<div align="justify">&nbsp;</div>
	<div align="justify">O que um crítico diz é apenas uma das muitas rea&ccedil;&otilde;es que um determinado produto cultural pode gerar e eu poderia encher esse parágrafo com palavras pomposas e feias como <em>polissemia</em>, <em>sujeito</em>, <em>significante</em>, mas acho que já passei dos limites com aquele &quot;produto cultural&quot; ali. Espero muito que voc&ecirc; tenha entendido o que eu queria dizer, porque me deu pregui&ccedil;a de seguir adiante com esse papo chato.</div>
	<div align="justify">&nbsp;</div>
	<div align="justify">Como eu ia dizendo, os críticos produzem por vezes grandes momentos de humor involuntário, dos quais eu n&atilde;o vou fornecer muitos exemplos agora, torcendo pra que voc&ecirc; também n&atilde;o me julgue muito antipático por isso. Em dias de chuva e vento forte, quando canso de contemplar o bamboar da goiabeira do meu quintal, gosto de vaga(bundea)r pelo <a target="_blank" href="http://www.metacritic.com/">metacritic</a>, me deliciando com as vari(eg)adas opini&otilde;es dadas sobre um determinado livro, ou filme, ou disco, ou ah, chega. Esse livro novo de Thomas Pynchon, por exemplo, até agora recebeu <a target="_blank" href="http://www.metacritic.com/books/authors/pynchonthomas/againsttheday">8 outstanding critics and 5 unfavorable ones</a>. O mesmíssimo livro. N&atilde;o é engra&ccedil;ado isso? Ah, n&atilde;o sei voc&ecirc;s, mas eu n&atilde;o consigo parar de rir aqui, hahahahaha.</div>
	<div align="justify">&nbsp;</div>
	<div align="justify">É por isso que eu n&atilde;o entendo por que tem tanta gente que leva crítica t&atilde;o a sério. &Ocirc;, pessoas, crítica é opini&atilde;o e opini&atilde;o é só opini&atilde;o e é bom n&atilde;o esquecer que esse é um mundo de muito jabá e resenha feita &agrave;s pressas e regurgitar de press releases, nossa, regurgitar, hoje eu t&ocirc; que t&ocirc;. Se um crítico falou mal de seu artista preferido, é só procurar um que tenha falado bem. Afinal, crítico honesto é aquele que concorda com a gente e gosta das coisas que a gente gosta; conforte-se com a certeza de que, assim como Paris, sempre haverá de haver um blogzinho que seja com alguma crítica <u>honesta</u> perdido por aí.</div>
]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>like a four-leaf clover</title>
		<link>http://avidadetiago.blogsome.com/2006/12/16/130/</link>
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		<pubDate>Sat, 16 Dec 2006 05:07:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrator</dc:creator>
		
	<category>cinema</category>
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		<description><![CDATA[	Tá, tudo bem, eu confesso que, como todos voc&ecirc;s, só assisti Anything Else pra ver Christina Ricci de calcinha e até que me diverti bastante, mind you. Principalmente com o diálogo daquela hora em que ela chega em casa com Jason Biggs depois da festa em que ela apresentou ele a uma amiga dela que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p align="justify" class="MsoNormal">Tá, tudo bem, eu confesso que, como todos voc&ecirc;s, só assisti <a href="http://www.imdb.com/title/tt0313792/" target="_blank">Anything Else</a> pra ver <a href="http://www.celebritymoviearchive.com/tour/movie.php/8889" target="_blank">Christina Ricci de calcinha</a> e até que me diverti bastante, mind you. Principalmente com o diálogo daquela hora em que ela chega em casa com Jason Biggs depois da festa em que ela apresentou ele a uma amiga dela que era atriz. Nesse filme Christina é meio maluca e quer que ele fique com outras mulheres, lembram disso? </p>
	<p align="justify" class="MsoNormal">Bem, eu sabia que voc&ecirc;s n&atilde;o iam se lembrar, por isso tive todo esse trabalho de locar o filme mais uma vez só pra transcrever o diálogo em quest&atilde;o pra voc&ecirc;s, meus queridos amigos; que mentira, peguei <a href="http://www.script-o-rama.com/movie_scripts/a/anything-else-script-transcript-woody.html" target="_blank">aqui</a>. E n&atilde;o é preciso que ninguém me diga o qu&atilde;o lowbrow é fazer um post sobre um diálogo de um filme menor de Woody Allen, me deixem:</p>
	<p align="justify" class="MsoNormal">&quot;Are you in love with Connie?&quot; &quot;Connie?&quot; &quot;Don&#8217;t pretend you can&#8217;t remember her name.&quot; &quot;I wouldn&#8217;t have even looked at Connie if you hadn&#8217;t thrown us together.&quot; &quot;I thought you&#8217;d like her. She&#8217;s smart and beautiful and very literate.&quot; &quot;A literate actress? What is that? Like a four-leaf clover?&quot; - foi aqui que eu ri, que leviandade. </p>
	<p align="justify" class="MsoNormal">Na verdade, eu só queria dar a dica do <a href="http://www.revistapiaui.com.br/2006/dez/questoes.htm" target="_blank">texto da filha de Fernanda Montenegro</a> no número desse m&ecirc;s daquela revista lá. Eu gostei, ent&atilde;o deve ser bom. It&#8217;s like a four-leaf clover.</p>
]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>por que as mulheres não são engraçadas?</title>
		<link>http://avidadetiago.blogsome.com/2006/12/14/por-que-as-mulheres-nao-sao-engracadas/</link>
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		<pubDate>Thu, 14 Dec 2006 15:35:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrator</dc:creator>
		
	<category>mundo real</category>
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		<description><![CDATA[	&nbsp;
	É a pergunta que Christopher Hitchens se fez na Vanity Fair. Calma, querida, antes de acrescer &quot;misógino&quot; &agrave; cole&ccedil;&atilde;o de epítetos negativos que ele já carrega, leia o artigo. 
	&nbsp;
	E é muito rude ficar discordando de polemistas, eu sei, mas teve uma hora em que eu n&atilde;o pude deixar de balan&ccedil;ar a cabe&ccedil;a e fazer [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<div align="justify">&nbsp;</div>
	<div align="justify">É a pergunta que Christopher Hitchens se fez na Vanity Fair. Calma, querida, antes de acrescer &quot;misógino&quot; &agrave; cole&ccedil;&atilde;o de epítetos negativos que ele já carrega, leia o <a href="http://www.vanityfair.com/culture/features/2007/01/hitchens200701?printable=true&#038;currentPage=all" target="_blank">artigo</a>. </div>
	<div align="justify">&nbsp;</div>
	<div align="justify">E é muito rude ficar discordando de polemistas, eu sei, mas teve uma hora em que eu n&atilde;o pude deixar de balan&ccedil;ar a cabe&ccedil;a e fazer tsc-tsc. Foi quando ele disse que <em>&quot;<span class="dc">[p</span>]recisely because humor is a sign of intelligence (and many women believe, or were taught by their mothers, that they become threatening to men if they appear too bright), it could be that in some way men do not </em>want<em> women to be funny. They want them as an audience, not as rivals.&quot;</em> </div>
	<div align="justify">&nbsp;</div>
	<div align="justify">N&atilde;o, Mr. Hitchens, n&atilde;o. Nada pode ser melhor que uma mulher <em>too bright</em> - querida, n&atilde;o ou&ccedil;a sua m&atilde;e - e eu tendo a gostar mais das que n&atilde;o s&atilde;o nem <em>audience</em>, nem <em>rivals</em>, mas sim <em>allies</em> - o que, tá, <em>you&#8217;re spot-on</em>, <a target="_blank" href="http://nudou.blogspot.com/">é um pouco raro de se encontrar</a><em> </em>(valeu, Gustavo)<em>.<br /></em></div>
]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>não publique, seja feliz</title>
		<link>http://avidadetiago.blogsome.com/2006/12/13/nao-publique-seja-feliz/</link>
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		<pubDate>Wed, 13 Dec 2006 10:19:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrator</dc:creator>
		
	<category>mundo real</category>
		<guid>http://avidadetiago.blogsome.com/2006/12/13/nao-publique-seja-feliz/</guid>
		<description><![CDATA[	

In any case, here are examples of some typical bad reasons to publish a book: 
	
I think I oughta be a published book-author.  
	My friends will be impressed.  
	I always dreamed of seeing a book of mine on the shelf at the bookstore. 
	Being published will make my life worthwhile.  
	I have [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<div align="justify"><span class="extras">
<p><span class="extras">
<p><font color="#990000">In any case, here are examples of some typical bad reasons to publish a book: </font></p>
	<ul>
<li><font color="#990000">I think I oughta be a published book-author. <br /></font> </li>
	<li><font color="#990000">My friends will be impressed. <br /></font> </li>
	<li><font color="#990000">I always dreamed of seeing a book of mine on the shelf at the bookstore.<br /></font> </li>
	<li><font color="#990000">Being published will make my life worthwhile. <br /></font> </li>
	<li><font color="#990000">I have something that deserves to live for the ages. <br /></font> </li>
	<li><font color="#990000">I have a contribution to make to literature. <br /></font> </li>
	<li><font color="#990000">My genius demands that I publish a book.<br /></font> </li>
	<li><font color="#990000">Publishing a book will change my life for the better. <br /></font> </li>
	<li><font color="#990000">Publishing a book will put me in the company of people &#8212; agents, edtiors, writers, intellectuals &#8212; who will appreciate me in a way my friends and neighbors don&#8217;t.</font></li>
</ul>
	<p><font color="#990000">Ahahhahahahah! What fun it is to list the ways dreamy people delude themselves. Oh, let me wipe away the laughter-tears &#8230; Now, where was I?</font> </p>
</span></p>
	<p><span class="extras">Michael, do 2blowhards, dá <a target="_blank" href="http://www.2blowhards.com/archives/2006/12/post_19.html#003645">algumas dicas</a> pra quem sonha em ser &quot;publicado&quot;, a principal delas sendo &quot;deixa disso, meu filho, cria um blog&quot;.</span></p>
</span></div>
]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>enquete</title>
		<link>http://avidadetiago.blogsome.com/2006/12/11/enquete/</link>
		<comments>http://avidadetiago.blogsome.com/2006/12/11/enquete/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 11 Dec 2006 02:01:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrator</dc:creator>
		
	<category>arte</category>
		<guid>http://avidadetiago.blogsome.com/2006/12/11/enquete/</guid>
		<description><![CDATA[	É o teatro contempor&acirc;neo apenas um pretexto para as pessoas mostrarem a bunda em público?
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p>É o teatro contempor&acirc;neo apenas um pretexto para as pessoas mostrarem a bunda em público?</p>
]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>les vieux</title>
		<link>http://avidadetiago.blogsome.com/2006/12/09/les-vieux/</link>
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		<pubDate>Sat, 09 Dec 2006 14:37:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrator</dc:creator>
		
	<category>música</category>
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		<description><![CDATA[	Da próxima vez que voc&ecirc; passar pelo Campo Grande num fim de tarde, repare nessa turma de velhinhos que se reúne ali. Ser&atilde;o uns 10 ou 12, vai variar a depender do dia. Eles v&atilde;o estar todos bem vestidos, alguns de chapéu. Sempre que estou por lá e tenho a sorte de encontrá-los, sento no [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p>Da próxima vez que voc&ecirc; passar pelo Campo Grande num fim de tarde, repare nessa turma de velhinhos que se reúne ali. Ser&atilde;o uns 10 ou 12, vai variar a depender do dia. Eles v&atilde;o estar todos bem vestidos, alguns de chapéu. Sempre que estou por lá e tenho a sorte de encontrá-los, sento no mesmo banco que eles, fa&ccedil;o cara de paisagem e fico ouvindo as conversas, as lembran&ccedil;as, as risadas, o relato da última traquinagem da netinha. N&atilde;o sei a história de nenhum deles individualmente e acho que n&atilde;o conseguiria reconhec&ecirc;-los em outro lugar, mas, já há algum tempo, sentar perto deles tem sido o mais próximo que eu consigo chegar de pessoas verdadeiramente felizes.</p>
	<p>E, no entanto, n&atilde;o sei por que essa can&ccedil;&atilde;o de Brel mexe tanto comigo. Toda vez que a escuto, n&atilde;o consigo parar de pensar nos pianos fechados, no gatinho que morreu, nesse mundo que se resume a ir da cama pra janela, depois da cama pro sofá e depois da cama pra cama. No fim, tudo o que eu mais quero é rejeitar esse retrato triste e continuar em paz com minha imagem dos velhinhos no Campo Grande.</p>
	<p><a href="http://www.youtube.com/watch?v=mWWxH3f50ao" target="_blank">Clique</a>, as legendas est&atilde;o naquele dialeto do portugu&ecirc;s. Totalmente <em>chegou alegria</em>.</p>
]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>coisa que me aconteceu</title>
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		<pubDate>Wed, 06 Dec 2006 10:07:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrator</dc:creator>
		
	<category>umbigo</category>
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		<description><![CDATA[	  
	Peguei um &ocirc;nibus ontem de manh&atilde; pra ir pro colégio e tive a sorte de ir sentado. Eu adoro quando isso acontece porque assim eu posso ler um pouco, e era bem isso que eu estava fazendo quando uma garota parou do meu lado e ficou em pé porque n&atilde;o tinha mais lugar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<div align="justify">  </div>
	<div align="left">Peguei um &ocirc;nibus ontem de manh&atilde; pra ir pro colégio e tive a sorte de ir sentado. Eu adoro quando isso acontece porque assim eu posso ler um pouco, e era bem isso que eu estava fazendo quando uma garota parou do meu lado e ficou em pé porque n&atilde;o tinha mais lugar pra ela sentar. Eu até pensei em dar o meu lugar pra ela, mas aquele livro que eu estava lendo era muito bom e ela podia achar que eu estava achando, sei lá, que ela era velha ou que ela estava grávida. O cabelo dela era comprido e estava meio molhado, a cara dela estava fresquinha e parecia a cara de alguém que acabou de sair do banho e n&atilde;o se enxugou direito. A pele dela era morena clara e ela estava segurando um caderno da capa verde-cana. Eu me senti bem porque a capa do caderno dela n&atilde;o era de nenhum desenho bobo e fiquei olhando pra ele por um bom tempo, aproveitando pra olhar pra ela também. Teve uma hora que ela percebeu e parece que sorriu com o canto da boca, só que eu sou tímido e quando coisas assim acontecem eu sempre desvio o olhar e finjo que n&atilde;o estava olhando nada n&atilde;o. O &ocirc;nibus estava meio cheio e quando ele fez uma curva a cintura dela ficou bem perto da minha cara e deu pra sentir o cheiro da barriga dela, esse cheiro está na minha cabe&ccedil;a até agora. Eu perguntei se ela queria que eu segurasse o caderno, ela agradeceu com um sorriso bem bonito, mas sem mostrar os dentes. Ela me deu o caderno e eu fiquei olhando pra capa dele. De vez em quando eu disfar&ccedil;ava e olhava pra ela. Quando o &ocirc;nibus estava chegando perto da Escola X, ela pediu o caderno de volta, agradeceu de novo e desceu. Eu olhei pra ela pela janela do &ocirc;nibus, a luz do sol batia no cabelo e na pele dela, era muito lindo. Ela ainda estava com aquele sorriso bonito que eu falei e eu lembro que nessa hora eu fechei o livro e sorri, sozinho. Depois fiquei pensando nela o dia todo.</div>
	<div align="left">&nbsp;</div>
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	</item>
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		<title>me engana, que eu gosto</title>
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		<pubDate>Tue, 05 Dec 2006 13:39:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrator</dc:creator>
		
	<category>metalinguagem</category>
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		<description><![CDATA[	  Nem eu nem as pessoas envolvidas no projeto dissemos que a Piauí seria a New Yorker brasileira. Seria meio bobo e pretensioso afirmar isso. A New Yorker é o resultado de um momento específico do jornalismo americano: um grupo extraordinariamente talentoso de escritores oriundos de diversas partes dos EUA (quando n&atilde;o do mundo) [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<blockquote><div align="justify"><font color="#990000">  Nem eu nem as pessoas envolvidas no projeto dissemos que a <em>Piauí</em> seria a <em>New Yorker</em> brasileira. Seria meio bobo e pretensioso afirmar isso. A <em>New Yorker</em> é o resultado de um momento específico do jornalismo americano: um grupo extraordinariamente talentoso de escritores oriundos de diversas partes dos EUA (quando n&atilde;o do mundo) encontraram-se na cidade que, &agrave;quela altura, já tomava o lugar de Paris como centro da vida literária mundial. Isso n&atilde;o se reproduz em lugar nenhum. A <em>Piauí</em> é uma revista nova, inventada do zero. Temos nossas admira&ccedil;&otilde;es &ndash; <a href="http://www.digestivocultural.com/ensaios/ensaio.asp?codigo=151" target="_blank"><em>Senhor</em></a>, <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/O_Pasquim" target="_blank"><em>Pasquim</em></a>, <a href="http://www.newyorker.com/" target="_blank"><em>New Yorker</em></a>, <a href="http://www.eca.usp.br/alaic/Congreso1999/14gt/Jos%C3%A9%20S.rtf" target="_blank"><em>Realidade</em></a>, <a href="http://observatorio.ultimosegundo.ig.com.br/artigos.asp?cod=402MEM001" target="_blank"><em>Opini&atilde;o</em></a> &ndash; mas admirar é uma coisa, copiar é outra. N&atilde;o há nada muito parecido com a <em>Piauí</em>. Nem aqui, nem fora.</font>&nbsp;</div></blockquote>
	<div align="justify">&nbsp;</div>
	<div align="justify">Jo&atilde;o Moreira Salles, editor de piauí, em <a target="_blank" href="http://www.digestivocultural.com/entrevistas/entrevista.asp?codigo=8">entrevista</a> ao Digestivo Cultural.&nbsp;</div>
]]></content:encoded>
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		<title>mais do meme</title>
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		<pubDate>Fri, 01 Dec 2006 02:44:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrator</dc:creator>
		
	<category>metalinguagem</category>
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		<description><![CDATA[	Eu n&atilde;o entendo essa gente que n&atilde;o gosta de meme. Será que elas n&atilde;o v&ecirc;em que esse é um momento de confraterniza&ccedil;&atilde;o, de integra&ccedil;&atilde;o, de frivolidade e alegria entre os blogueiros? As pessoas que dizem detestar meme s&atilde;o as mesmas que acham o Natal uma festa comercial, só mais um produto desse capitalismo cruel e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p align="justify">Eu n&atilde;o entendo essa gente que n&atilde;o gosta de meme. Será que elas n&atilde;o v&ecirc;em que esse é um momento de confraterniza&ccedil;&atilde;o, de integra&ccedil;&atilde;o, de frivolidade e alegria entre os blogueiros? As pessoas que dizem detestar meme s&atilde;o as mesmas que acham o Natal uma festa comercial, só mais um produto desse capitalismo cruel e que  costumam taxar como conven&ccedil;&atilde;o pequeno-burguesa tudo o que há de bom nessa vida. S&atilde;o chatas. Merecem ir para o inferno.</p>
	<p align="justify"><a target="_blank" href="http://lucianochaves.blog.uol.com.br/">Luciano</a>, muito gentilmente, me passou essa meme cuja <em>contrainte</em> é falar sobre tr&ecirc;s autores que foram abandonados, e eu fiquei lisonjeado. Valeu, Luciano.</p>
	<p align="justify">Bem, eu deixo um escritor falando sozinho por muitos motivos, dentre os quais o maior é a chatice mesmo. Mas n&atilde;o vou tratar do que me faz abandonar um autor, me deu pregui&ccedil;a. Ao invés, vou revelar as espécies de arrependimento que sinto depois que desisto de vez, aproveitando para nomear um autor para cada uma delas.</p>
	<p align="justify"><strong>Arrependimento por ter come&ccedil;ado.</strong> Eu me arrependo por um dia ter lido Jorge Amado. Meus amigos até tentam me consolar, dizendo que seria praticamente impossível nascer aqui e n&atilde;o ler nenhum livro dele, mas eu n&atilde;o me conformo. Parei de comer cacau para nunca mais me lembrar dessa desgra&ccedil;a.</p>
	<p align="justify"><strong>Arrependimento por n&atilde;o ter largado antes. </strong>Isto eu sinto por Sartre. Quando eu era bem mais jovem, ano passado, botei na cabe&ccedil;a que ia ler os romances de Sartre e resolvi come&ccedil;ar pela tal Trilogia da Liberdade. Me lembro de ler Idade da Raz&atilde;o e, a cada página que virava, murmurar Meu Deus, que chatice isso, mas fui até o fim. Infelizmente. Tenho muita vergonha disso.</p>
	<p align="justify"><strong>Arrependimento por n&atilde;o ter insistido.</strong> Joyce. Quem sou eu para dizer que é chato? Jamais. Longe de mim. Tudo o que eu sei é que uma tarde dessas eu folheava Ulisses, tentando ler o monólogo de Molly e só ficava perguntando O que é isso, Jesus, o que é isso? Dá dor de cabe&ccedil;a só de lembrar.</p>
	<p align="justify">Agora, seguindo a regra e para n&atilde;o deixar a festa acabar, eu tenho que passar o brinquedo para mais tr&ecirc;s blogueiros. <a target="_blank" href="http://singelomundo.blogspot.com/">Gustavo</a>, porque em outubro <a target="_blank" href="http://singelomundo.blogspot.com/2006/10/despedida.html">ele se despediu para ler uma pilha de livros</a> e n&atilde;o comentou nada sobre a experi&ecirc;ncia. <a target="_blank" href="http://quintela.blogspot.com/">Gabi</a>, porque <a target="_blank" href="http://quintela.blogspot.com/2006/06/manias-e.html">eu gosto de passar meme para ela</a>. E <a target="_blank" href="http://insanus.org/parada/">Parada</a>, porque é um leitor que eu admiro muito.</p>
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		<title>alhures</title>
		<link>http://avidadetiago.blogsome.com/2006/11/26/alhures/</link>
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		<pubDate>Sun, 26 Nov 2006 18:23:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrator</dc:creator>
		
	<category>metalinguagem</category>
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		<description><![CDATA[	&nbsp;
	*Eu ri muito com a entrevista em que Ali G pergunta quantas palavras Noam Chomsky sabe. 
	&nbsp;
	*É claro que todo mundo já viu como Sophia Loren está linda no calendário da Pirelli. 
	&nbsp;
	*Um link engra&ccedil;ado. 
	&nbsp;
	*Eu já tinha comentado com Gabi o quanto a piauí me lembrava a New Yorker do tempo de Harold Ross, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<div align="justify">&nbsp;</div>
	<div align="justify">*Eu ri muito com a <a target="_blank" href="http://www.youtube.com/watch?v=fOIM1_xOSro">entrevista</a> em que Ali G pergunta quantas palavras Noam Chomsky sabe. </div>
	<div align="justify">&nbsp;</div>
	<div align="justify">*É claro que todo mundo já viu como Sophia Loren está linda no <a href="http://www.pirellical.com/thecal/home.html" target="_blank">calendário da Pirelli</a>. </div>
	<div align="justify">&nbsp;</div>
	<div align="justify">*Um <a href="http://www.shouldyoubelaughingatthis.co.uk/image2.html" target="_blank">link</a> engra&ccedil;ado. </div>
	<div align="justify">&nbsp;</div>
	<div align="justify">*Eu já tinha comentado com <a href="http://quintela.blogspot.com" target="_blank">Gabi</a> o quanto a piauí me lembrava a New Yorker do tempo de Harold Ross, que infelizmente n&atilde;o foi o meu tempo, mas do qual eu sei um pouco porque eu sou bem esperto. <a target="_blank" href="http://esperandogodard.blogspot.com/2006/11/jornalismo-o-eterno-retorno.html">Saymon concorda comigo</a>. </div>
	<div align="justify">&nbsp;</div>
	<div align="justify">*A propósito, quem l&ecirc; o posfácio que o editor de piauí escreveu para <a href="http://www.companhiadasletras.com.br/web_store.cgi?details=12263&#038;buy=yes&#038;cart_id=4254223.11943&#038;pg_pesq=&#038;slink=1" target="_blank">esse livro</a> do editor da New Yorker fica sabendo um bocadinho sobre o tempo de Harold Ross e fica esperto que nem eu.&nbsp;</div>
	<div align="justify">&nbsp;</div>
	<div align="justify">*E já que estamos falando na New Yorker, voc&ecirc;s viram <a href="http://www.newyorker.com/printables/shouts/061127sh_shouts" target="_blank">que Jeeves está trabalhando pra Bush</a>?</div>
	<div align="justify">&nbsp;</div>
	<div align="justify">*Sou só eu que acho <a href="http://www.youtube.com/watch?v=9efHwnFAkuA" target="_blank">Segovia</a> parecido com <a target="_blank" href="http://www.bbc.co.uk/bbcfour/audiointerviews/images/portraits/nabokovv/l_nabokovv.jpg">Nabokov</a>? </div>
	<div align="justify">&nbsp;</div>
	<div align="justify">*<a href="http://www.filosofiaprivada.com" target="_blank">Juliana Cunha</a> está organizando um &quot;Café Literário&quot; dentro da programa&ccedil;&atilde;o de um desses encontros de estudantes em que as pessoas se reúnem para discutir os rumos do país e fumar maconha. Promete-se as presen&ccedil;as de Cardoso, Daniel Galera, Mr. Manson e Alexandre Soares Silva. Vai ser muito divertido quando perguntarem a Alexandre qual o papel que ele acha que o Movimento Estudantil pode jogar na luta pra barrar a influ&ecirc;ncia nociva do imperialismo estadunidense sobre as verdadeiras manifesta&ccedil;&otilde;es culturais de nosso povo.</div>
	<div align="justify">&nbsp;</div>
	<div align="justify">*E é preciso barrar a influ&ecirc;ncia nociva do imperialismo estadunidense sobre os blogs brasileiros. Os companheiros do <a target="_blank" href="http://opiniaopopular.blogspot.com/">Opini&atilde;o Popular</a> mandam avisar que já est&atilde;o nessa luta.</div>
	<div align="justify">&nbsp;</div>
	<div align="justify">*A <a target="_blank" href="http://www.flickr.com/photo_zoom.gne?id=265882993&#038;context=set-72057594098259874&#038;size=o">idéia</a> que fa&ccedil;o do Céu.&nbsp;</div>
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		<title>as mulheres do meu tempo</title>
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		<pubDate>Sat, 18 Nov 2006 15:31:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrator</dc:creator>
		
	<category>mundo real</category>
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		<description><![CDATA[	
Ainda n&atilde;o me conformei com o infortúnio de ter nascido na era da vulgaridade e de, portanto, ser obrigado a conviver com suas mulheres. Garanto que poucas experi&ecirc;ncias podem ser t&atilde;o desagradáveis quanto ver e ouvir uma menina feia e descabelada correndo e berrando ME F*DI, ME F*DI pelos corredores de uma universidade pública numa [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<div align="justify">
<div align="left">Ainda n&atilde;o me conformei com o infortúnio de ter nascido na era da vulgaridade e de, portanto, ser obrigado a conviver com suas mulheres. Garanto que poucas experi&ecirc;ncias podem ser t&atilde;o desagradáveis quanto ver e ouvir uma menina feia e descabelada correndo e berrando ME F*DI, ME F*DI pelos corredores de uma universidade pública numa manh&atilde; de quarta-feira.</div>
	<div align="left">&nbsp;</div>
	<div align="left">É bem famosa a tese de que até a revolu&ccedil;&atilde;o feminista (<em>sic</em>) se negava &agrave; mulher o direito de projetar seu intelecto além do necessário ao cumprimento das atividades domésticas, mas por causa de Jane Austen eu me recuso a acreditar nisso. Por outro lado, n&atilde;o posso negar alguma raz&atilde;o a quem defenda essa tese, principalmente quando confiro o que a História tem a nos dizer sobre o porqu&ecirc; de minha vizinha insistir em usar roupas de lycra sabidamente moldadas para corpos menores que o dela.</div>
	<div align="left">&nbsp;</div>
	<div align="left">Depoimentos academicamente confiáveis informam que tudo se passou numa daquelas viagens de kombi ao litoral paulista t&atilde;o comuns na fatídica década de 70. Todo mundo sabe que as mulheres daquela gera&ccedil;&atilde;o, quando n&atilde;o estavam sob o efeito de cogumelos alucinógenos, só conseguiam pensar por meio de silogismos - uma característica das mentes inferiores - e isto se dava porque elas eram burrinhas mesmo. Conta-se que uma das ripongas tomou a premissa maior de que os homens eram vulgares, enrolou na premissa menor de que só os homens eram completamente livres, fumou o bagulho e concluiu que para ser completamente livre era preciso ser vulgar.</div>
	<div align="left">&nbsp;</div>
	<div align="left">Foi o come&ccedil;o do fim, e é possível identificar uma linha n&atilde;o-evolutiva que come&ccedil;a em Gretchen e vai dar em Paris Hilton. É lamentável que até mesmo mulheres que em outras épocas seriam a encarna&ccedil;&atilde;o do charme n&atilde;o consigam deixar de se contaminar pela vulgaridade do nosso tempo. <a target="_blank" href="http://exclusivo.terra.com.br/interna/0,,OI1124243-EI1118,00.html">Juliana Paes</a>, por exemplo. Aliás, alguém é capaz de imaginar Audrey Hepburn, sem calcinha, se deixando fotografar enquanto rodopia, sorri e revela os p&ecirc;los pubianos? (Pensando bem, hmmm.)</div>
	<div align="left">&nbsp;</div>
	<div align="left">Seria inegavelmente lindo, mas também o bastante para que ela deixasse de ser &quot;Audrey Hepburn, the fairest lady&quot;, passasse a ser&nbsp; apenas &quot;Audrey, aquela gostosa&quot;, e dali a pouco estivesse num concurso para elei&ccedil;&atilde;o da nova morena do Tchan. Ent&atilde;o tudo se tornaria cinza e certamente haveria tr&ecirc;s longos minutos de sil&ecirc;ncio no Céu.</div>
	<div align="left">&nbsp;</div>
</div>
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		<title></title>
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		<pubDate>Wed, 15 Nov 2006 01:09:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrator</dc:creator>
		
	<category>metalinguagem</category>
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		<description><![CDATA[	Só me parece que os blogs daqui s&atilde;o literariamente mais pretensiosos - pelo menos a criatura tenta fazer gra&ccedil;a, publica um pouco de fic&ccedil;&atilde;o de vez em quando, e se faz um post linkando matéria ou texto dos outros, dificilmente faz no seco, sem alguma piadinha infame.
	&nbsp;
	Rodrigo de Lemos, falando das diferen&ccedil;as de estilo entre [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<blockquote><div align="justify"><font color="#990000">Só me parece que os blogs daqui s&atilde;o literariamente mais pretensiosos - pelo menos a criatura tenta fazer gra&ccedil;a, publica um pouco de fic&ccedil;&atilde;o de vez em quando, e se faz um post linkando matéria ou texto dos outros, dificilmente faz no seco, sem alguma piadinha infame.</font></div></blockquote>
	<div align="justify">&nbsp;</div>
	<div align="justify">Rodrigo de Lemos, falando das <a target="_blank" href="http://www.apostos.com/rodrigodelemos/archives/2006/11/olhe_pra_lente.html">diferen&ccedil;as de estilo entre blogs americanos, brasileiros e portugueses</a>, verbaliza algo que eu já via há algum tempo, mas que pensava ser apenas um cisco no olho - e eis a piadinha infame.&nbsp;</div>
]]></content:encoded>
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	</item>
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		<title>setenta vezes sete</title>
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		<pubDate>Wed, 15 Nov 2006 00:36:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrator</dc:creator>
		
	<category>umbigo</category>
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		<description><![CDATA[	Haveria mais harmonia na Terra se as pessoas fossem indulgentes como eu, que, de antem&atilde;o, perd&ocirc;o todo o mal que fa&ccedil;o aos meus semelhantes.
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p align="justify" class="MsoNormal">Haveria mais harmonia na Terra se as pessoas fossem indulgentes como eu, que, de antem&atilde;o, perd&ocirc;o todo o mal que fa&ccedil;o aos meus semelhantes.</p>
]]></content:encoded>
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	</item>
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		<title></title>
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		<pubDate>Tue, 14 Nov 2006 10:16:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrator</dc:creator>
		
	<category>arte</category>
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		<description><![CDATA[	&nbsp;
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p><img width="333" height="500" border="0" src="http://static.flickr.com/107/292343263_c8b0eec200.jpg?v=0" />&nbsp;</p>
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	</item>
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		<title>&#8220;reality&#8221;</title>
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		<pubDate>Sat, 11 Nov 2006 14:12:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrator</dc:creator>
		
	<category>arte</category>
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		<description><![CDATA[	&nbsp;
	&quot;(&#8230;) the huge oils of Eystein had fascinated several generations of Zemblan princes and princesses. While unable to catch a likeness, and therefore wisely limiting himself to a conventional style of complimentary portraiture, Eystein showed himself to be a prodigious master of the trompe l&rsquo;oeil in the depiction of various objects surrounding his dignified dead [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<div align="justify">&nbsp;</div>
	<div align="justify">&quot;(&#8230;) the huge oils of Eystein had fascinated several generations of Zemblan princes and princesses. While unable to catch a likeness, and therefore wisely limiting himself to a conventional style of complimentary portraiture, Eystein showed himself to be a prodigious master of the <em>trompe l&rsquo;oeil</em> in the depiction of various objects surrounding his dignified dead models and making them look even deader by contrast to the fallen petal or the polished panel that he rendered with such love and skill. But in some of those portraits Eystein had also resorted to a weird form of trickery: among his decorations of wood or wool, gold or velvet, he would insert one which was really made of the material elsewhere imitated by paint. This device which was apparently meant to enhance the effect of his tactile and tonal values had, however, something ignoble about it and disclosed not only an essential flaw in Eystein&rsquo;s talent, but the basic fact that <strong>&#8216;reality&#8217; is neither the subject nor the object of true art which creates its own special reality having nothing to do with the average &#8216;reality&#8217; perceived by the communal eye</strong>.&quot;</div>
	<div align="justify">&nbsp;</div>
	<div align="justify">(Nabokov, <em>in</em> Pale Fire)</div>
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		<title>v. g.</title>
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		<pubDate>Fri, 10 Nov 2006 20:27:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrator</dc:creator>
		
	<category>doença</category>
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		<description><![CDATA[	Maldita seja a reforma que tirou Retórica e Argumenta&ccedil;&atilde;o do currículo escolar e h&atilde;? O qu&ecirc;? Como assim essa matéria nunca fez parte do currículo escolar? Maldito seja, ent&atilde;o,  o fato de ainda n&atilde;o ter havido uma reforma para incluir Retórica e Argumenta&ccedil;&atilde;o no currículo escolar.
	Sim, porque é exasperador (uia!) voc&ecirc; pedir para que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p align="justify" class="MsoNormal">Maldita seja a reforma que tirou Retórica e Argumenta&ccedil;&atilde;o do currículo escolar e h&atilde;? O qu&ecirc;? Como assim essa matéria nunca fez parte do currículo escolar? Maldito seja, ent&atilde;o,  o fato de ainda n&atilde;o ter havido uma reforma para incluir Retórica e Argumenta&ccedil;&atilde;o no currículo escolar.</p>
	<p align="justify" class="MsoNormal">Sim, porque é exasperador (uia!) voc&ecirc; pedir para que alguém lhe explique alguma coisa e esse alguém já come&ccedil;ar a explica&ccedil;&atilde;o dando exemplos. </p>
	<p align="justify" class="MsoNormal">&quot;Hmm,&nbsp;teoria da relatividade, deixa eu ver. Fácil. Por exemplo, tinha dois irm&atilde;os g&ecirc;meos: um viajou a uma velocidade próxima &agrave; da luz, o outro ficou na Terra. O que ficou envelheceu mais rápido, ou seja, tudo é relativo.&quot;</p>
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		<title>sábio Oskar</title>
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		<pubDate>Thu, 09 Nov 2006 00:29:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrator</dc:creator>
		
	<category>literatura</category>
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		<description><![CDATA[	&quot;Isn&#8217;t it so weird how the number of dead people is increasing even though the earth stays the same size, so that one day there isn&#8217;t going to be room to bury anyone anymore?&quot; 
	Comecei a ler Extremely Loud &amp; Incredible Close.
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p align="justify"><em>&quot;Isn&#8217;t it so weird how the number of dead people is increasing even though the earth stays the same size, so that one day there isn&#8217;t going to be room to bury anyone anymore?&quot;</em> </p>
	<p>Comecei a ler <a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?nitem=1377547&#038;sid=2015015188118816897265239&#038;k5=31552E1&#038;uid=" target="_blank">Extremely Loud &amp; Incredible Close</a>.</p>
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		<title>ah, entendi, fazedor de vestido ou Elis, a bête</title>
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		<pubDate>Wed, 01 Nov 2006 03:05:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrator</dc:creator>
		
	<category>umbigo</category>
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		<description><![CDATA[	Se repete em todo curso de idiomas, é inelutável. Ah, eu sempre quis dizer que algo era inelutável, deixa eu repetir, que bonito, é inelutável, é inelutável, sim, é i-ne-lu-tá-vel. Pronto. Parei.
	Mas como eu ia dizendo, n&atilde;o importa qual a língua que se pretende aprender, sempre vai haver aquela colega, brasileira inzoneira, que vai falar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p align="justify">Se repete em todo curso de idiomas, é inelutável. Ah, eu sempre quis dizer que algo era inelutável, deixa eu repetir, que bonito, é inelutável, é inelutável, sim, é i-ne-lu-tá-vel. Pronto. Parei.</p>
	<p align="justify">Mas como eu ia dizendo, n&atilde;o importa qual a língua que se pretende aprender, sempre vai haver aquela colega, brasileira inzoneira, que vai falar portugu&ecirc;s durante a aula inteira (é, rimou, eu sei, foi mal). N&atilde;o adianta a professora pedir auf Deutsch, bitte, in English, please, en Espa&ntilde;ol, por favor, en Fran&ccedil;ais, s&#8217;il te pla&icirc;t. Trata-se de alguém com orgulho de sua monoling&uuml;ice, que se matriculou no curso só para v&ecirc;-la afirmada e que vai aproveitar toda oportunidade em que a professora estiver ensinando o vocabulário novo da li&ccedil;&atilde;o, fazendo mímica e apresentando sin&ocirc;nimos, para interromper com um ah, sim, entendi, é parará, sendo parará a tradu&ccedil;&atilde;o da palavra que a professora se esfor&ccedil;ava para explicar. E, claro, ela só vai entender os tempos verbais se voc&ecirc; der um equivalente em portugu&ecirc;s, e, se ele n&atilde;o existir, ela vai se revoltar e fazer beicinho e perguntar onde é que já se viu um negócio desses.</p>
	<p align="justify">Nesses momentos, voc&ecirc; se pergunta por que ela n&atilde;o se matriculou num curso de portugu&ecirc;s do Kumon, mas, vá por mim, é melhor parar de se fazer esse tipo de pergunta irrespondível que n&atilde;o leva ninguém a lugar nenhum. Afinal, ela é uma pessoa boa apesar de tudo e alegra o mundo escrevendo resenhas&nbsp;na Amazon, <a href="http://www.amazon.de/gp/pdp/profile/AROO58BBYGQU9/ref=cm_cr_auth/028-6763789-6882100" target="_blank">clique</a>.</p>
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