veja você como as coisas são
Já em casa, sentado ao computador, depois de uma jornada estafante no escritório, você vê a chegada do fim-de-semana como o bálsamo que há de recompensar todo esforço, toda dor, e procura a peça de ficção que lhe fará companhia até que o sono venha e o abata. Seu primeiro impulso é tentar encontrar algo no site da New Yorker, mas você já leu aquela estória no fim-de-semana passado e a considerou apenas mediana. Isso é o bastante para que a nostalgia de um tempo que não é o seu lhe assalte, e você mais uma vez deseja ter vivido a década de 50 só para ler algo realmente bom na New Yorker (um John Cheever, talvez). Logo em seguida, porém, você se entristece ao lembrar que a internet não existia naquele tempo e que provavelmente você teria que sair do escritório e se contentar com um José Lins do Rego; um pensamento que lhe causa calafrios, mas ao mesmo tempo lhe deixa um sorriso de triunfo porque, embora possam ter aviltado sua dignidade no escritório, você ainda tem internet e por isso pode ser feliz. Será por causa dela que, tomado de ânimo, você baterá à porta de uma universidade perdida na Holanda que - veja você como as coisas são - lhe fez o favor de piratear The Country Husband, em formato .doc. Daí só será preciso mais um pouco de imaginação para se ver lendo a estória na New Yorker da década de 50 "[n]uma noite na qual reis em trajes dourados cavalgam elefantes pelas montanhas."

Diz que eu achei foi o The Catcher In The Rye - completo, em html, numa só googlada?
Se duvidar, lá tinha toda a bibliografia do Salinger.
Comment by Caio Marinho. — February 24, 2007 @ 1:33 pm
Sim, sim, Caio, já tava ligado, clica no meu nome.
Comment by tiago a. — February 24, 2007 @ 2:01 pm
oi seu traste inútil!!! agora esnoba ar p’ssoa né! mas tudo bem, eu sou boazinha e ainda te passo um link maneiro. clica no meu nome
hilário, men
Comment by gabriela — February 28, 2007 @ 2:42 am
pere, clicando no meu nome não dá certo
so try this way: http://animot.blogspot.com/search/label/Justin%20Timberlake
Comment by gabriela — February 28, 2007 @ 2:43 am
Bicho, eu tô vendo, bicho, se mantenho o recorte epistemológico no mestrado, porquê o objeto empítico não se coaduna com a pseudo-macro-foto-espisteme-gnoseo-fenomeno-sociológica do ser, bicho.
Comment by Pedro A. — February 28, 2007 @ 2:51 am
Digo, empírico, bicho-bicho.
PS: Paunrra, véi, coloca assigura p’agente lê aí.
Só vejo letra, letra, letra. Niuma figura p’eu ler…
Comment by Pedro A. — February 28, 2007 @ 3:23 am
Hey, Gabi, eu gosto de você porque você enxerga minha essência. Irnobo ar p’ssoa não, sista, é queu tô naquela merma. Me dê notícia do tps aê. Duença total esse linque.
Ô, Pedro, bicho, cadê você, bicho? Sumiu, bicho. Paunrra, braunder, figura, figura, só tem essa aqui, clicando no meu nome.
Abraços e beijinhos.
Comment by tiago a. — February 28, 2007 @ 11:28 am
Writer’s block? Not anymore!
Buy [http://www.languageisavirus.com/] ASAP!
Comment by Caio Marinho. — February 28, 2007 @ 11:09 pm
“Levantemo-nos, ó blogueiros esquisitinhos.” Essa frase já se tornou um clássico.
Comment by wilker — March 1, 2007 @ 6:42 pm
Rapaz, muito bom isso aqui. Identifiqei-me com cada linha. O “Já em casa, sentado ao computador, depois de uma jornada estafante no escritório” me é uma realidade semanal.
Comment by Ed — March 15, 2007 @ 6:18 pm