ah, entendi, fazedor de vestido ou Elis, a bête
Se repete em todo curso de idiomas, é inelutável. Ah, eu sempre quis dizer que algo era inelutável, deixa eu repetir, que bonito, é inelutável, é inelutável, sim, é i-ne-lu-tá-vel. Pronto. Parei.
Mas como eu ia dizendo, não importa qual a língua que se pretende aprender, sempre vai haver aquela colega, brasileira inzoneira, que vai falar português durante a aula inteira (é, rimou, eu sei, foi mal). Não adianta a professora pedir auf Deutsch, bitte, in English, please, en Español, por favor, en Français, s’il te plaît. Trata-se de alguém com orgulho de sua monolingüice, que se matriculou no curso só para vê-la afirmada e que vai aproveitar toda oportunidade em que a professora estiver ensinando o vocabulário novo da lição, fazendo mímica e apresentando sinônimos, para interromper com um ah, sim, entendi, é parará, sendo parará a tradução da palavra que a professora se esforçava para explicar. E, claro, ela só vai entender os tempos verbais se você der um equivalente em português, e, se ele não existir, ela vai se revoltar e fazer beicinho e perguntar onde é que já se viu um negócio desses.
Nesses momentos, você se pergunta por que ela não se matriculou num curso de português do Kumon, mas, vá por mim, é melhor parar de se fazer esse tipo de pergunta irrespondível que não leva ninguém a lugar nenhum. Afinal, ela é uma pessoa boa apesar de tudo e alegra o mundo escrevendo resenhas na Amazon, clique.
