drummond, a pedra e o pai de cleo pires
No caminho para o computador tinha uma pedra falante que gostava de Drummond. Indagou-me que diabos ia eu fazer aqui, já que não tinha nada de importante para dizer. Perguntei-lhe como é que ela sabia disso, ao que ela respondeu que as pedras falantes são oniscientes, onipotentes e só não são onipresentes porque aí já seria João Gilberto.
Fiquei perplexo. Não pelo fato de a pedra falar - Fábio Jr. não fala também? - mas por só naquele momento ter me dado conta de que realmente não tinha nada de muito importante para dizer a vocês. O que não quer dizer que eu não tenha nada a dizer: sempre tenho algo a dizer, o que acontece é que às vezes, por preguiça, eu silencio. (Ei, revisor, pode-se dizer dizer quatro seis vezes em menos de cinco segundos sem medo de ficar careca?)
A pedra está aqui, do meu lado, declamando "Elegia 1938", fazendo pose e tudo, vocês precisavam ver. A literatura estragou tuas melhores horas de amor. Oh, really? Peço a ela um pouco de silêncio porque estou tentando dar uma palavrinha com meus amigos. Ela não dá ouvidos. É hoje.
Ignoremo-la. Tudo bem com vocês?

Que é rapaz?? eu to lendo o blogue sim!!!
deixe de estresse
Comment by Pedro A. — June 28, 2006 @ 12:37 pm
C’est Puté?
Comment by Pedro A. — June 28, 2006 @ 12:38 pm