1984
Pense na hipótese de um grande provedor de internet - como a Velox - passar a colaborar fora dos limites legais com um órgão do governo - como a nossa ABIN - fornecendo-lhe livre acesso aos milhões de dados transmitidos por seus cabos. Esta medida, que seria justificada pela necessidade de prevenção e combate a crimes e outras atividades suspeitas, terminaria por também permitir o acesso da agência governamental a todo tipo de informação compartilhada pelos usuários do provedor (inclusive e-mails pessoais), violando, desta forma, o direito à privacidade de milhões de pessoas - tudo isso, claro, feito na surdina, na có-có.
Se você ficou com uma sensação de dejà vu, saiba que, nos EUA, isto já deixou de ser literatura há algum tempo. Link 1, Link 2 (em inglês).
Tenha medo.
